17 de mar de 2017

Everesting Bosque do Alemão


    Dia 11 e 12 de fevereiro foi dia fazer esse desafio, que consiste em pedalar 8848 de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest). Existem algumas maneiras de se completar esse desafio, eu escolhi subir e descer pelo mesmo trecho, salvo algumas pedaladas fora do trajeto para almoçar,jantar e esconder minha mochila no mato. Mais informações aqui.
    Conheci esse desafio em 2015 através do João Saboia, que completou a prova na sua cidade natal, a Lapa. Nesse ano tentei junto de Moisés Retka num trajeto na serra do mar, do KM 41 ao retorno, mas infelizmente tivemos que encerrar por conta da forte chuva que caiu (e minhas pastilhas de freio derreteram). Desde então não consegui encaixar na agenda um novo desafio.
    No final de 2016 eu fui tentar o Everesting no Bosque do Alemão, que fica localizado no bairro do Vista Alegre,  fiz 2300 de altimetria e... o GPS travou! Perdi tudo que havia feito, sei lá o que aconteceu. Fui pra casa bem de cara.
    Eis que consegui encaixar o final de semana, comprei algumas coisas para levar: 2 gatorades, 10 barras de cereal, 7 carb up, 2 sacos de amendoim. Levei duas caramanholas de água e o resto poderia comprar por perto (restaurante para almoçar e pizzaria para jantar).
    Fui até a base da Polícia Militar que fica próximo do Bosque e gentilmente o policial Agostinho aceitou que deixasse minha mochila com mantimentos ali.
    Comecei as 7:20 da manhã de sábado. Fiz duas subidas e no final da segunda descida eu caí e machuquei o joelho, o chão estava muito úmido, foda-se, pensei, vou continuar. Aí fiz 25 subidas/descidas e vi que cansei bastante, decidi depois dessa série fazer 10 subidas e parar por 15 minutos. Não lembro quanto tempo fiz isso. Almocei 13:00 horas e continuei fazendo as subidas. É engraçado, o mundo acontecendo ao meu redor e eu ali, naquele trajeto, então acabei que perdi a noção das coisas, eu só me concentrava em subir e descer, subir e descer.
    As 7 horas da noite fui ao módulo da PM para conversar com o novo policial que entraria em turno, eis que expliquei para ele o que era e ele irredutível disse "nada feito, tire sua mochila daqui", fiquei puto e tive que levar a mochila e "mocar" no mato. Continuei as subidas e descidas e agora parava mais, a cada cinco subidas eu descansava. 22:30 parei para comer uma pizza, o que sobrou coloquei na mochila e logo chegou a madrugada, clima agradável, sem movimento, 19 graus e dale pedal. Lá pelas 4 da matina um grupo de 2 jovens e uma menina pararam muito perto de onde havia escondido minha mochila, depois de três subidas parei próximo pra ver qual era a deles. Acabei virando amigo do pessoal, que era do meu bairro (Pilarzinho Pecado) e estavam "tirando um lazer" ali, fumei um tabaco e até tomei uma lata de Kaiser que me ofereceram, rs.
    Amanhece e vejo que extrapolarei o tempo que havia planejado, mas naquela hora só pensava em ir devagar e terminar, lembro que quando o sol chegou estava com 7 mil, "caralho, ainda faltavam 2 mil", eu pensava. deu 7 horas e fui no posto da polícia de novo, agora conversei com o sem Lipka e ele entendeu a situação e deixei novamente minha mochila lá.
    Continuei pedalando, cheguei a 8000, solzão a pino, subindo me arrastando e finalmente chego aos 8848 metros! Porra! Fiquei bem feliz,mas ainda faltavam alguns metros pro meu objetivo. Subindo bem devagar e cheguei aos 9054 metros, pensei em continuar masssss.... chega, estava mais do que bom. Fui no posto da polícia, comi e bebi coca cola,me despedi e fui embora. Detalhe: pra eu ir pra casa tinha que passar pela mesma subida, ah, fui empurrando a bike rs.
    Cheguei em casa, banho, almoçar e fui dormir. É isso! Um Abraço e até a próxima!              

Maria Conchita no poxto da polícia

Segunda descida e escorrego... vam'bora!

Eu e a tia que não era para aparecer e apareceu rs 

Final da subida 

8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!

Eu no final depois de 30 horas acordado rs

Considerações: Encarei o Everesting como um Mantra, então apesar da repetição foi um pedal legal; importante estar com o psicológico em bom estado, foi o que me manteve no pedal; meus 'treinamentos' para a prova foram a ida e volta do trampo, então não é nada impossível de se fazer para um ciclistx acostumado a longa distância; gastei + ou _ 100 pilas em comida (almoço/pizza/gatorades/salgados/paçocas/etc) apesar da comida que levei; tomei incontáveis caramanholas d'agua, importante sempre se hidratar; fumei razoavelmente, enrolava tabacos pequenos; não tive sono, apesar de ficar 33 horas acordado, acho que por conta dos randonneurs da vida; emagreci 4 kilos em 2 dias, mas já recuperei; sou o 9 brasileiro e primeiro curitibano a terminar esse desafio; agradeço minha companheira pelas boas palavras de incentivo ao telefone :) espero que mais brasileiros terminem esse desafio!    

Link do Strava e do Veloviewer 

17 de jan de 2017

Caminho do Itupava

    Dia 13/01 fui com os amigos James Kava e Camila Moro percorrer o histórico caminho do Itupava. Saímos do terminal do Guadalupe, na região central da cidade e tomamos o Curitiba/Graciosa (6:15), que desce no pé do Anhangava e início da trilha. Iniciamos as 8 horas a caminhada. O caminho de 4 Barras é mais aberto, sobe e desce, vimos uma cobra atravessando a trilha, um sapo disfarçado e rochas de formação de granito.
    Chegamos a Casa do Ipiranga, quer dizer, os escombros da casa, pois está totalmente abandonada. Achei um descaso com a história. Lá inclusive viveu por um tempo Alfredo Andersen,pintor Norueguês radicado no Paraná. Lá havia uma barraca, que mais parecia uma moradia de tempos, estava cheio de lixo por lá. Quando estávamos indo embora vimos dois moleques com um "pexera" na mão, cumprimentamos e vazamos. Meio cabrero, mas estávamos com um facão, se alguma coisa acontecesse.
    O caminho fica mais fechado e bonito depois que se atravessa o trilho de trem, com algumas pontes e rios pelo caminho. Chegamos a uma cachoeira, lanchamos e seguimos, nesse trecho o gps parou de funcionar, eis que caminhamos uns 20 minutos e a trilha fechando até que chegamos num lugar que não ia mais, tivemos que voltar até a cachoeira para pegar o caminho certo. Temos que ficar sempre espertos com as 'picadas' na mata.
    Fomos parando nas cachoeiras e rios, estava bastante calor e também queríamos curtir a caminhada, fomos sem pressa. No santuário do Cadeado tem-se uma vista muito bonita do conjunto Marumbi. Seguimos caminho e logo chegamos ao final da trilha. Claro, ainda caminhamos até Porto de Cima (6 KM), caminho habitual para o Marumbi. Muito bonito o trajeto, pretendo faze-lo no inverno novamente.
 
*A quem for fazer o caminho, aconselho ir em 3 pessoas para cima, já ouvi muitos relatos de assaltos na região de 4 Barras; água por todo o caminho, um cantil de 1 litro basta (por pessoa); comida calculada para uma caminhada entre 8 e 10 horas.

O início da trilha, ao lado da base do IAP


Já na caminhada

Encontramos um grupo de 4 pessoas fazendo a trilha também 

Cobra cega

Um caminho de formigas muito bem protegido


Bromélias florescendo pelo caminho

Onde há fumaça...

 Sapo dirfarçado


Primeiro rio que vimos


A casa, quer dizer, ruínas. Que belo cuidado o governo tem com a história né

Nóis!!!


Olha como era a casa em 1996 (Fonte: Arquivo de Júlio Fiori _ Autor: Júlio Fiori)


Pintura de Andersen da Serra do Cadeado


Tava tão liso na trilha que foi mais fácil descer escorregando 
video



Meter o pé no barro as vezes é necessário

Essa árvore espinhenta... machucamos as mãos nela

Maravilha!

Que maravilha!
video

Aqui chegando no Santuário do Cadeado


Vista para o Marumbi, animal!


Mais uma vez encontrando lixo pelo caminho. Dava pra ver que tinha resíduos de caminhantes. Nós levamos nosso lixo embora, inclusive o orgânico 

Almoço dos campeões





Chegamos ao final do caminho! mas ainda tínhamos 6 KM até Porto de Cima 

Agora sim! 

Aquela bera como prêmio pela caminhada!

Rota no Strava, não aconselho segui-la pois nos perdemos um trecho.

Camping em Superagui

    Dia 05/01 Laís e eu fomos passar um final de semana acampando na Ilha de Superagui. Fomos até Paranaguá, de onde sai a barca. Um pouco de confusão por lá, ninguém sabia que horas, de onde e quando saía, andamos e perguntamos uns 20 minutos. Eis que conseguimos, fomos com o César, da Megatron, o valor é de 30 reais. São 2:30 no barco, mas existe a possibilidade de ir de 'voadeira', 40 minutos só que 40 reais. Particularmente prefiro ir de barco, aproveitar o passeio.
    Levamos os equipamentos para cozinhar, pois não sabíamos a estrutura que íamos encontrar. Algumas pessoas me recomendaram alguns campings, fomos na sorte. Quando desembarcamos um senhor chamado Marinho nos ofereceu seu espaço (Camping da Trilha, recomendo), 15 reais por pessoa, com banheiro, cozinha e área para acampar. Fomos lá conhecer e não exitamos, ótimo lugar. Na cozinha, geladeira, fogão e louça, um luxo.
    Não vou me prolongar no relato, cada um curte da forma que bem entender, mas quem vai para lá obviamente quer sossego. Passeamos bastante pela ilha, alugamos uma bike e fomos até a Praia Deserta pela trilha que passa pela vila, demos um ckeck no Akdov, bar tradicional do fandango, curtimos o mar tranquilo, pegamos uma mega chuva no primeiro dia (a barraca aguentou firme), nos divertimos bastante. Recomendo a todos irem conhecer Superagui! Todas as fotos por Laís Pinheiro
    
Olha o tamanho do navio

Torre da Marinha na Ilha do Mel


No trapiche




Roupas no varal... sentindo-se a vont's



O "Polaco"

Como choveu bastante, os caminhos ficam assim




Na trilha de bike

Parças

Selfie :)

Livro de bolso da Laís. Fala sobre viagens, entre outros assuntos

Na cozinha

Trapiche


Refresh

Degradê da vida

Como preparar um robalo