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26 de mai. de 2015

Randonnée 600 Floripa

Sábado e Domingo (23 e 24/05) foi dia de mais um desafio Audax, fechando mais um ciclo de provas de longa distância, mais uma vez em Florianópolis. A última vez que havia feito tal distância foi em junho de 2013 e foi doído... enfim, fiquei hospedado na casa de meu amigo Rafael (valeu man), que é cicloturista. A largada foi as 5 da manhã de sábado, o esquema foi dar a volta na ilha, um PC no sul e outro no norte, depois seguimos para a localidade de São Pedro de Alcântara/Santo Antônio de Imperatriz, que fica em São José, lugar muito bonito de se pedalar. Depois seguimos até o sul de Palhoça pela BR -101, e aí a perna foi longa, até a cidade de Piçarras, onde era o hotel para dormir, lá banho e uma dormida. Nesse trecho faltavam 250 KM. Saímos atrasados e tivemos que correr para  próximo PC, em Guaramirim, próximo a Jaraguá do Sul. Depois conseguimos recuperar o tempo e chegamos ao PC em Balneário Camboriú. Subir o morro do Boi foi difícil, as minhas pernas estavam doídas. O próximo PC foi no Posto Marquinhos em São José e finalmente chegamos a ilha, aí foi fazer o trajeto e correr para o abraço. No Della, cervejinha e churras nos aguardavam, finalmente Super Randonneur!!! Peguei uma carona até a rodoviária e segui para casa, a nossa cama é a melhor coisa que existe! Obrigado aos companheiros de pedal, nóis!

Algumas considerações sobre o pedal: a organização está novamente de parabéns, PC's bem sinalizados e com boa estrutura; dessa vez não choveu mas tanto na ida quanto na volta veeento pesado, o que desgastou bastante; tivemos (eu e amigos) alguns problemas com pneus, muuuuitos furos atrasaram nosso pedal; dormimos demais no hotel, apesar de ser um 'passeio' não se pode demorar muito; nesse pedal segui bastante trechos sozinho, e fiz trechos com os amigos e conheci outras pessoas no trajeto, foi bem maneiro! Agora é esperar a inscrição e treinar para o Paris Brest Paris! Au revoir!!!

                                                    Rafael e eu antes dá largada

                                                    Congresso técnico no Hotel Mercure

                                                   Sul da ilha, depois do PC 2

                                         São Pedro de Alcântara, queria ter uma casa por aqui

                                                    Um lugarzinho bucólico, animal

                              Eu, com a camisa do primeiro brevet que fiz em Floripa, em 2012

                                          Marcão, Stefan, Perinazo e eu, encoberto pelo dedo

                                          A medalha, muito bonita!

5 de abr. de 2015

Randonée Floripa 400 KM

    Dia 28/03 foi dia de pedalar o Randonnéé 400 de Floripa. Cheguei no dia 27 e fiquei instalado na casa de meu amigo Nino, que mora perto do Della Bikes, onde acontece a largada. Aliás, parabéns ao pessoal da organização, o trajeto foi bem definido, não foi difícil achar os Pc's e as paradas bem estruturadas.
    A largada foi as 7 da manhã e segui com os camaradas de Curitiba (a galera de sempre, rs) o trajeto todo, demos a volta na ilha indo ao norte primeiro e depois ao sul. A volta na ilha no início da prova foi ótima, por exemplo, no 1000 KM a volta ficou para o final e com todo mundo arrebentado, quebrado foi muito difícil pedalar naqueles morros.
    Depois da volta na ilha, seguimos na 101 até Tijucas, onde paramos para almoçar. Com 150 KM começou a chover. Chegamos ao posto Sinuelo e uma sopa nos esperava. A volta foi toda chuva, alguns pneus furados, tombo, frio, o que cansa um pouco, mas nada que nos impedisse de terminar. Chegamos em pequenos grupos, de madrugada. Terminei e fui até a casa do meu amigo descansar. Foi um pedal bem divertido. Provavelmente eu participe da prova do 600 lá em Floripa, por questões de tempo e valores. Até a próxima :)

                                              A vista da casa do meu amigo Nino

                                       No PC 2, em Jurerê, comendo melancia

                  Atravessando o Morro do Boi, na ida. Na volta tem que passar por cima e na chuva

                                                No PC 3 em Bal Camboriú

                                        Na ida ainda, sem chuva

                                                Haha. É isso até o final

                                       Indo embora, para a rodoviária, com solzão é claro
   

14 de jan. de 2015

Randonée Balneário Camboriú

Dia 14/12 fui fazer a primeira prova da série 2015, organizado pelo Clube Audax Balneário Camboriú. O trajeto era basicamente simples, saindo cortando toda a orla de Navegantes (por conta do movimento de B.C) indo até Posto Rudnick na região de Pirabeiraba e voltava. Nenhuma grande surpresa, alguns amigos tiveram problemas técnicos com as bikes mais nada que comprometesse o pedal. na ida, 30 e poucos de média, na volta, oxi, o tal do vento sul soprou, e como. Cansou as pernas. Fui fazer esse pedal de roda fixa, como era basicamente plano foi bem tranquilo. Peguei uma gripe lazarenta depois do pedal, sei lá. Sobre a prova, ótima organização, batante comida e água nos PC'S.
 Não tirei muitas fotos. :)
                                       No PC no Rudnick
     
                                       No Almoço no Sinuelo

                                       Lá na  chegada, na beira mar

19 de dez. de 2014

Curitiba/Balneário Camboriú

  Sábado dia 06/12 fui fazer com amigos um pedal que faz tempo que queria fazer: Curitiba/Bal Camboriú. O legal é que fomos em 5 da equipe do Curitiba Messenger (Eu, Akio, Rafa, Rodrigo, Fábio) e o amigo Theo, que também já foi courier. Os piás foram de roda fixa, eu não quis arriscar e fui de estradeira. Nos encontramos cedo, 5:30 no Estação e seguimos pelo Boqueirão. Começamos a pedalar mesmo 7:00. Chegamos ao 1º pedágio e o Theo reclamou de câimbras. Continuamos num ritmo bom e a tantas o Theo parou com muita dor e câimbras, os músculos dele pareciam que tinham um alien dentro. Seguimos, descemos a serra naquele galeto, claro, paramos para a memorável foto no 666 e seguimos até Joinville, onde paramos para almoçar e o Theo resolveu tomar um ônibus para B.C. Seguimos num ótimo ritmo, alguns pneus furados e o pinhão 13 do Rafa espanou ( ele virou a roda com pinhão 15 e continuou), obviamente muito sol e o que gosto desse trajeto é quando se chega em Barra Velha e se vê o mar! Uhul! Seguimos caminho e logo chegamos a Miami Brazilêra, com seus carros importados e altos agitos. No final, mais ou menos 230 Km de pura diversão!!!
O trajeto daqui até lá (101) já me encheu o saco, fiz esse post mais pelas belas fotos do camarada Akio. :)

                                          Aqui, sei lá onde da BR 101

                                          Na cancela do 1 º pedágio

                                          We are the road crew

                                          Almoço ou barbárie em Joinville

                                         Claro, pose para o KM mais famoso do Brasil

                                          Sombra e água fres... quente

                                          Quase chegando em Balneário Camboriú

21 de out. de 2014

Randonnée Floripa 1000 KM

   Este ano fiquei fora das provas de longa distância por conta da minha lesão no tendão de aquiles. Foi (e tem sido) um ano de recuperação tanto físico como espiritual para mim. O último grande pedal que fiz foi o Audax 300, dia 18 de Janeiro e no outro dia rompi o tendão. Voltei a pedalar 3 meses e 7 dia depois e um mês depois voltava a trabalhar no Curitiba Messenger com as entregas, o que me ajudou muito a voltar ao ritmo na bike. Voltar a pedalar como antes, jamais, a partir da lesão muita coisa mudou no meu ritmo de vida. Enfim, coloquei na cabeça que, em Outubro eu faria o 1000 de Floripa. Treinei muitas vezes a noite, fazendo trajetos dentro da cidade, meu único grande pedal foi a volta do litoral, fora isso minhas quilometragens não passaram de 70 Km. Eis que chegou a data de inscrição, não tive dúvidas que estava preparado. Como o pedal foi grande, não lembro exatamente o que aconteceu, vou tentar narrar os fatos mais importantes e significativos.
   Saí de Curitiba quarta para a retirada do kit no Della Bikes, encontrei com os amigos Stefan, Perinazzo, Padilha, Marco, Tadielo e Burg e fomos para o hotel para a concentração. Nesse dia a noite aconteceu um encontro no hotel com os ciclistas para os últimos acertos.
   A largada se deu as 8 da manhã de quinta, eu estava nervoso, me deu uma mega dor de cabeça, tome um remédio, uma hora rodando e tudo melhorou. O primeiro PC (63 km) ficava na localidade de Santo Antonio da Imperatriz, para os lados de São José, um local muito bonito e tranquilo. Depois seguimos para a nada tranquila BR 101, sentido PC 2 (172) Km Balsa de Itajaí. Achei uma sacanagem essa balsa, as pessoas pagam 1,50 R$ pra atravessar em 5 minutos, seria muito mais plausível uma ponte. O PC 3 (188 k m) era logo a frente numa panificadora. O legal dessa perna é que fomos sempre margeando o mar, animava!
   O próximo PC 4 (270 KM) ficava no Famoso Posto Rudnick, mas antes de chegarmos a ele tivemos duas baixas: Perinazzo e Tadielo resolveram para no KM 210 por motivos de força maior. Já pedalei junto com o Perina em outras provas e o cara é bom.
   Depois do Rudnick, noite, chovendo pra caralho, cansados, fedidos, BR -101 Vida Loca, meus Deus!!! Aí viramos na estrada que liga Garuva a Guaratuba e fomos até Itapoá, que era o PC 5 (333 KM), local para dormir. Na canseira e sono, demoramos para achar o lugar eu dormi exatamente 2 horas. Saímos e já era dia pela Avenida Saí Mirim até a PR - 412 e fomos até a Balsa de Guaratuba (PC 6, 374 KM). lá deu pra relaxar um pouquinho, fazer umas fotos e avaliar a situação de cada um. Depois do Ferry Boat aí o bicho pegou: Calor infernal e aquela reta interminável de Praia de Leste! Te que ter muita paciência para pedalar por ali. Chegamos a BR - 277 e seguimos cozinhando naquele bafo de Morretes até o PC 6 (440 KM) no restaurante Roda d'água, caralho que calooor! Lá tomei um coco, uma Coca lata, dua garrafas d'água, um caldo de cana, comi 4 ovos fritos, dois salgados e um doce lá, pra ver o estado que eu estava! A volta foi pelo mesmo lugar mais aí o problema foi o vento contra; previsão de chuva na sequência. Antes de chegarmos ao Ferry Boat o Burg caiu fora, haviam furados uns pneus dele e é foda isso. Na balsa o Marco disse que estava com os tendões doendo mas que ia continuar. Como estou na recuperação fomos conversando bastante sobre tendões, lesões e cia. Nos reagrupamos em Guaratuba, mandamos uma deliciosa pizza e fomos até o Posto Garuva. Ali conheci a Patrícia e o Maury, um casal gente boa que pedala pra caralho, fiquei de cara, a Patrícia pedalando de MTB - aro 26!!! Decidi seguir junto com eles pois os piás iam dar um tempo no posto. na 101, numa ponte, os dois passaram e eu decidi esperar e passar depois de um caminhão, dei sinal para ele abrir mas ele não abriu, segurei com o freio e quando fui subir do acostamento para pista caí, no meio da pista. Aqueles dois segundos ali poderiam ter sido fatais, é a segunda vez que isso acontece, por sorte não havia nenhum auto vindo atrás. Machuquei o joelho e continuei.
   Chegamos de madrugada ao Posto Bruderthal, em Guaramirim, já havia passado por ali no ano passado num pedal Cwb/Jaraguá. Ali (PC 8) fechamos 600, resolvemos dormir ali uns 40 minutos, depois seguimos em direção a Balneário Camboriú, todos estavam animados, o pedal fluindo e aí, começou a chover muito, madrugada, faltavam uns 50 KM para chegar, foi foda. Faltando 20 eu estava acabado, parei com um cara que conheci nesse trecho para comer, o Rafles, de S.P. Reiniciamos o pedal já havia amanhecido mais chovia muito, 101, pelo amor, caminhões a milhão, carros cortando pelo acostamento, pontes capengas, mas chegamos a pousada Estrela do Atlântico (PC 9, 696 KM). Lá dormi durante 2 horas (uhul), café da manhã e partiu Gaspar (PC 10, 740 KM)! Essa perna foi chata, vento contra, nos perdemos, pelo menos almoçamos. O outro trecho também não foi muito interessante, no PC 11 (768 KM) sentido Brusque. Novamente passamos por BC, no PC 12 (805 KM)  novamente pela louca BR 101. Aí começou o meu grande problema: bunda. Eu não conseguia mais sentar no selim de tanta dor, assou os dois lados e formou-se uma ferida, passei pomada, coloquei outra bermuda, coloquei o corta vento entre as bermudas, nada adiantava. Foi a única coisa que quase me fez desistir. Lá perto de Floripa eu tomei 2 comprimidos anti-inflamatórios e a dor passou! Só daí eu lesei: sono, sono, sono, estava dormindo em cima da bike. Paramos num posto, deitei e apaguei. pontuais 40 minutos. Depois fui acordado, de mal humor continuei até o Posto Marquinhos (PC13, 881 KM), um posto com altas confusões (bêbados, polícia, som alto, etc.) dessa vez os piás dormiram e eu estava bem. A próxima perna era já na ilha! Aí quebrou um raio do Stefan, foda, demos uma mexida e ele continuou sem freio traseiro e com a roda encostando no quadro. No outro PC (921) o Hamilton (ele caiu na estrada e não pode continuar) cedeu uma roda emprestada ao Stefan, ufa! Seguimos até o Posto Canas Jurê (PC 15, 979 KM), no norte da ilha, a paisagem é linda mais eu já não conseguia olha mais nada, minha bunda voltou a doer e mais nada adiantava, tinha que continuar assim. Os últimos 20 KM fiz literalmente me arrastando, segui meio sozinho, acompanhando um pessoal de SC/SP. Finalmente, depois de 73:35 horas (com 4:40 dormidas no total) cheguei ao Della Bikes!!! Entreguei meu passaporte e tomei uma merecida cerveja. Os piás chegaram um pouco depois. Um salve a todos que pedalaram nem que por pouco tempo, não é fácil a pressão do 1000.
   Enfim, mais um pequeno passo para o Paris-Brest-Paris foi dado. Tchau e até a próxima!
                             
                                     Foto da largada

                                               Eu feliz na largada
                                 
                                         Santo Antônio da Imperatriz
                                   
                                      BR -101, vida loca até umazora
                                   
                                      Fazendo pose
                                   
                                   Túnel que atravessa para Balneário Camboriú. Na volta subimos o Morro do Boi
                                   
                                     Balsa lá em Itajaí
                                   
                                     Caramanhola Mulambiker, para não perder o costume
                                   
                                     Paralama de pobre é foda
                                 
                                     Escutando Motorhead na Balsa e agitando pra valer
                                   
                                      Lá em Morretes, eu e minha Scania
                                 
                                      Galera gente boa
                                 
                                     Eu na chegada. Acabado rs
                             
                                              A medalha, uhullll!!!

  O trajeto, á no site tem mais informações, se interessar