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17 de mar. de 2017

Everesting Bosque do Alemão


    Dia 11 e 12 de fevereiro foi dia fazer esse desafio, que consiste em pedalar 8848 de altimetria acumulada (a altura do Monte Everest). Existem algumas maneiras de se completar esse desafio, eu escolhi subir e descer pelo mesmo trecho, salvo algumas pedaladas fora do trajeto para almoçar,jantar e esconder minha mochila no mato. Mais informações aqui.
    Conheci esse desafio em 2015 através do João Saboia, que completou a prova na sua cidade natal, a Lapa. Nesse ano tentei junto de Moisés Retka num trajeto na serra do mar, do KM 41 ao retorno, mas infelizmente tivemos que encerrar por conta da forte chuva que caiu (e minhas pastilhas de freio derreteram). Desde então não consegui encaixar na agenda um novo desafio.
    No final de 2016 eu fui tentar o Everesting no Bosque do Alemão, que fica localizado no bairro do Vista Alegre,  fiz 2300 de altimetria e... o GPS travou! Perdi tudo que havia feito, sei lá o que aconteceu. Fui pra casa bem de cara.
    Eis que consegui encaixar o final de semana, comprei algumas coisas para levar: 2 gatorades, 10 barras de cereal, 7 carb up, 2 sacos de amendoim. Levei duas caramanholas de água e o resto poderia comprar por perto (restaurante para almoçar e pizzaria para jantar).
    Fui até a base da Polícia Militar que fica próximo do Bosque e gentilmente o policial Agostinho aceitou que deixasse minha mochila com mantimentos ali.
    Comecei as 7:20 da manhã de sábado. Fiz duas subidas e no final da segunda descida eu caí e machuquei o joelho, o chão estava muito úmido, foda-se, pensei, vou continuar. Aí fiz 25 subidas/descidas e vi que cansei bastante, decidi depois dessa série fazer 10 subidas e parar por 15 minutos. Não lembro quanto tempo fiz isso. Almocei 13:00 horas e continuei fazendo as subidas. É engraçado, o mundo acontecendo ao meu redor e eu ali, naquele trajeto, então acabei que perdi a noção das coisas, eu só me concentrava em subir e descer, subir e descer.
    As 7 horas da noite fui ao módulo da PM para conversar com o novo policial que entraria em turno, eis que expliquei para ele o que era e ele irredutível disse "nada feito, tire sua mochila daqui", fiquei puto e tive que levar a mochila e "mocar" no mato. Continuei as subidas e descidas e agora parava mais, a cada cinco subidas eu descansava. 22:30 parei para comer uma pizza, o que sobrou coloquei na mochila e logo chegou a madrugada, clima agradável, sem movimento, 19 graus e dale pedal. Lá pelas 4 da matina um grupo de 2 jovens e uma menina pararam muito perto de onde havia escondido minha mochila, depois de três subidas parei próximo pra ver qual era a deles. Acabei virando amigo do pessoal, que era do meu bairro (Pilarzinho Pecado) e estavam "tirando um lazer" ali, fumei um tabaco e até tomei uma lata de Kaiser que me ofereceram, rs.
    Amanhece e vejo que extrapolarei o tempo que havia planejado, mas naquela hora só pensava em ir devagar e terminar, lembro que quando o sol chegou estava com 7 mil, "caralho, ainda faltavam 2 mil", eu pensava. deu 7 horas e fui no posto da polícia de novo, agora conversei com o sem Lipka e ele entendeu a situação e deixei novamente minha mochila lá.
    Continuei pedalando, cheguei a 8000, solzão a pino, subindo me arrastando e finalmente chego aos 8848 metros! Porra! Fiquei bem feliz,mas ainda faltavam alguns metros pro meu objetivo. Subindo bem devagar e cheguei aos 9054 metros, pensei em continuar masssss.... chega, estava mais do que bom. Fui no posto da polícia, comi e bebi coca cola,me despedi e fui embora. Detalhe: pra eu ir pra casa tinha que passar pela mesma subida, ah, fui empurrando a bike rs.
    Cheguei em casa, banho, almoçar e fui dormir. É isso! Um Abraço e até a próxima!              

Maria Conchita no poxto da polícia

Segunda descida e escorrego... vam'bora!

Eu e a tia que não era para aparecer e apareceu rs 

Final da subida 

8.848 metros de subida acumulada! Porra! Everesting!

Eu no final depois de 30 horas acordado rs

Considerações: Encarei o Everesting como um Mantra, então apesar da repetição foi um pedal legal; importante estar com o psicológico em bom estado, foi o que me manteve no pedal; meus 'treinamentos' para a prova foram a ida e volta do trampo, então não é nada impossível de se fazer para um ciclistx acostumado a longa distância; gastei + ou _ 100 pilas em comida (almoço/pizza/gatorades/salgados/paçocas/etc) apesar da comida que levei; tomei incontáveis caramanholas d'agua, importante sempre se hidratar; fumei razoavelmente, enrolava tabacos pequenos; não tive sono, apesar de ficar 33 horas acordado, acho que por conta dos randonneurs da vida; emagreci 4 kilos em 2 dias, mas já recuperei; sou o 9 brasileiro e primeiro curitibano a terminar esse desafio; agradeço minha companheira pelas boas palavras de incentivo ao telefone :) espero que mais brasileiros terminem esse desafio!    

Link do Strava e do Veloviewer 

28 de mar. de 2016

Flèche Vèlocio- Curitiba/Florianópolis

    Dia 24/25 de abril aconteceu a prova chamada Flèche Vèlocio, que consiste basicamente numa prova em equipe (não profissional) de 3 a 5 pessoas que devem fazer 360 ou mais KM's dentro de 24 horas e cada equipe monta sua rota. O legal dessa prova é que todas as equipes devem terminar juntas, ou seja, não dá para ir mais rápido. Mais informações aqui.
     Eu, João Saboia, Moisés Retka (capitão de rota), Luiz Chagas e Fábio Meglin montamos a equipe "Carcará de Chinelo" e fizemos o seguinte trajeto: Curitiba/Guaratuba/Garuva/Florianópolis, sendo o total de 400,00 KM. Largamos as 10 horas da manhã de sexta do marco zero de Curitiba, a praça Tiradentes. Já próximo ao Posto do J.A encontramos outras equipes que também largaram de outros pontos de Curitiba. Deve- se manter uma distância considerável entre as esquipes, o que sempre foi respeitado por todos.
    Era pra ser um pedal relativamente simples, porém chegando próximo ao pedágio de SJP começou a chover. E seria uma constância até (quase) o final do pedal. Na descida da serra muita cautela. Nossa primeira parada foi num posto com 60,00 KM. Seguimos até a estrada que liga à Praia de Leste, almoçamos num restaurante muito bom, pegamos a balsa para Guaratuba, fizemos a estrada que liga até Garuva e paramos no posto Rudnick (já na BR-101) para uma janta. Isso já era noite e chovia, quem já pedalou de madrugada com chuva sabe que é um saco, você não relaxa, tem que ficar atento as poças/buracos/e tudo mais. Seguimos como uma equipe, sempre juntos, ora passando outas esquipes ora sendo passados. Próximo a Joinville os dois pneus do Chagas estouraram, com a câmara da frente saindo do pneu. Arrumamos e seguimos pela rodovia. Lá pelas 3 da manhã todos com sono mas não paramos para dormir, não estava nos planos, por isso fizemos tantas paradas, para descansar e tomar café, rs. Depois de Porto Belo (mais ou menos) começou a clarear! Caramba como é bom ver/pedalar fora do escuro. Continuava a chover, é claro, e paramos pela última vez à 10 KM da entrada da ilha, pense numa chuva pesada! mas tínhamos que continuar -ops, pneu do Saboia furado, rs.
    Entramos na ilha e as 8 da manhã fizemos uma foto - é regra esse registro-, e agora deveríamos fazer o restante (cerca de 25 Km) em duas horas, pense, a gente cansado e querendo chegar e tivemos que pedalar quase parando. Eis que 30 minutos antes de chegar o sol-, sim, esse lazarento apareceu com força total! menos mal, chegamos com as outras equipes pontualmente as 10 da manhã com sol a pino.
    O pedal foi animal mas com certeza a chuva tirou um pouco o brilho da prova. Valeu a todos da equipe e em especial ao Luiz Chagas que me emprestou sua bike para ir - um dia antes minha bike teve problemas mecânicos. Ah, e com esse pedal me tornei "Randonneur 5000"! Bora pro 10000

Foto e vídeo da largada


Descida da serra e meu sotaque de caipira

Estrada que liga Guaratuba a Garuva


A chuva deu uma trégua (de 10 minutos)

Fulia na balsa

Dois pneus furados e um destino (Floripa)

Aff, não parou essas chuva!


Quando amanheceu 

Chegando na ilha e foto oficial


Foto da chegada! Uhul!

Trajeto no Strava

7 de mar. de 2016

Curitiba/Matinhos/Curitiba

Esse final de semana (06/03) rolou Audax 200 organizado pelo Audax Curitiba. O trajeto era Curitba/Matinhos/Curitiba e como eu não me inscrevi fui fazer o trajeto por conta (ou pipoca como é habitualmente chamado), acompanhando os amigos do Randonneurs Lapa. trajeto relativamente simples, a ida foi um mel, a volta também seria, não fosse o sol escaldante na subida da serra. Na ida fui acompanhando os amigos e a volta praticamente sozinho. Pedal bem legal e divertido!!!

Vídeo da largada!

PC 1

Estrada de Praia de Leste, está uma maravilha!

PC 2

Mais uma foto da Bike com as bananas do Bela Vista

Rodyer dando apoio no Anhaia
        
      
Serra do Mar bonita e meu sotaque carregado

A largada/chegada aconteceram nesse lugar

Se liga na velocidade máxima


14 de fev. de 2016

Curitiba/Garuva/Guaratuba/Curitiba

Sábado dia 14/02 fui com o parceiro Luiz Chagas pedalar por estradas conhecidas porém o desafio era fazer um trajeto só. Segundo um amigo meu, esse passeio chama-se "Volta de São João". Nos encontramos as 6 da manhã no Shopping Estação e partimos pela canaleta do Boqueirão em direção a BR-376. Fizemos uma rápida parada para um lanche e seguimos pela estrada, tudo tranquilo, pouco movimento. Na descida da serra fica um aviso: tem que ficar ligado com a pista da direita, tem altos buracos e irregularidades no asfalto. Paramos no pedágio de Garuva para um café, passamos por Garuva e seguimos pela estrada que dá em Guaratuba. Tinha uma galera treinando corrida lá, correr no calor não deve ser fácil. Chegamos a Guaratuba, procuramos um lugar para almoçar, carreguei o GPS e partimos pegar a balsa. Do outro lado ficamos na dúvida em ir pela Alexandra-Matinhos (que geralmente tem um movimento animal) ou ir por Praia de Leste, ficamos com a primeira já que estava com pouco movimento. aquela reta particularmente acho difícil, você sabe que ela tem + ou - 35 KM e não tem choro, é isso. Na 277 jogamos uma água na cabeça pra refrescar e matamos uma água de coco. Quando chegamos ao Bela vista estávamos com 201 KM e nova parada por conta do calor, a subida foi tranquila, fomos bem de boa, paramos para dar aquela carregada no GPS e logo chegamos a Curitiba. Não sei quantas garrafas d'água tomei, mas bebemos água de coco, caldo de cana, Gatorede e refrigerante, pedal cansativo mas uma rota bem legal e desafiadora.
Tenho só escrito aqui quando faço pedais "novidade" porém compartilho todos os treinos e pedais no Strava, quem quiser dá um check. Hasta!

https://www.strava.com/athletes/11651276

Chagas na polícia

Na estrada que liga Garuva a Guaratuba 

Eita, praia!

Na travessia da Balsa

Brincadeira, não é droga

Subindo...

Bela vista!

Dados do Strava (pra saber onde você vai se meter)


9 de fev. de 2016

Randonneurs Lapa 200 terra

Dia 30/01 teve mais um desafio Randonnée, percurso desafiador e quase todo na terra. Dessa vez não fui como ciclista mas sim como voluntário nos PC's. Fiquei nos PC's 1 e 3 (o PC 3 era o no mesmo local do 1º, na volta do 2º). Os outros voluntários foram Luiz Chagas, João Saboia, Manu Saboia, Moisés Retka e Eduardo Yamada (o Rodyer apareceu e deu uma ajuda também). Não é fácil ficar nos PC's, muita concentração para não marcar nada errado nos passaportes e horários. Nessa prova foi testado um sistema bem legal para que as pessoas acompanhassem em tempo real a passada dos ciclistas pelos PC's, deu super certo.
Agora a série da Lapa teve seu fim, esse ano só era permitido fazer provas de 200 e foi resolvido fazer apenas duas. Ano que vem provavelmente tenhamos uma série completa e bastante cabreira (estradas escolhidas a dedo), fiquem ligados. :)

Fotos aqui e aqui 

     




14 de dez. de 2015

Randonneurs Lapa 200 KM

    12/12 foi dia de primeiro brevet da série 2016 e a volta triunfal do clube Randonneurs Lapa, um dos mais casca grossa do Brasil e quiçá do mundo! Um pequeno clube de ciclismo, que presa a auto suficiência dos participantes, a amizade e o companheirismo. Quem encabeça agora é o grande ciclista Luiz Chagas, com a ajuda de outros participantes/colaboradores.
    O pedal teve início as 5 da matina na Praça General Carneiro, no centro da Lapa e seguiu pela rodovia que vai até São Mateus do Sul (1º PC - 81 KM)). Essa primeira parte fora relativamente tranquila, com acostamento bom e com um visual bonito. Depois até o próximo PC em Palmeira (157.00 KM) o bicho pega, subidas pesadíssimas e parecendo intermináveis. Nesse trecho o acostamento meio ruim, nessa parte levei uma fina bem chata de um motorista. Fora isso, trecho muito bonito. Depois o pedal seguiu pela conhecida estrada que liga Palmeira/Porto Amazonas a Lapa, fiz esse trecho  trocando umas ideias com o grande Rogênio Bitencourt, ciclista casca grossa do Paraná.
    Parabéns a todos os envolvidos na organização do clube, vida longa! PS: prometo que nos próximas posts farei videos com melhor qualidade e conteúdo :)

Fui de roda fixa, 44 x 15                                                        






































21 de set. de 2015

Paris Brest Paris

    
    Paris Brest Paris... nem sei por onde começar! Desde que iniciei nessa modalidade viciante de ciclismo, foram 3 anos se preparando e sonhando em participar desse evento centenário! E de repente eu estava lá, com outros 6.000 e tantos ciclistas de todo o mundo pronto para iniciar essa jornada. Vou escrever por partes, para facilitar a vida de quem for ler.

    A viagem de ida
    Saí no dia 12 de Agosto para chegar no dia 13 no Charles de Gaule. Desde o começo do ano procurei no Warm Showers pessoas que pudessem me receber. Para quem não sabe, o Warm Showers é um site que reúne pessoas que estão dispostas a receber e serem recebidas por ciclistas viajantes de todo o mundo. Entrei em contato com várias pessoas e muitos estariam viajando nessa data, pois é período de férias na Europa, eis que entrei em contato com Nicolas Cureau, um francês que reside em Guyancourt (próximo a largada), uma cidade ao sul de Paris e ele me disse que também estava na preparação do PBP e poderia me hospedar nesse período!!! Uhul! Além de mim ele hospedou um francês do norte chamado Mathieu, cara gente boníssima. Quando cheguei ao CDG peguei minhas bagagens (uma com roupas, cacarecos e a outra era a bicicleta desmontada) e já tive que me virar: peguei um trem em direção à Saint-Rémy-lés-Chevreuse, o que já foi meio difícil, perguntei em inglês a algumas pessoas como comprar o ticket e elas não souberam como me explicar (realmente não falavam inglês), esperei um funcionário e deu tudo certo, 17,10 Euros. O Aeroporto é longe da cidade, o trem simplesmente levou 1:30 e eu atravessei a linha toda! Na estação final reconheci Nicolas e definitivamente meu 'inglês' seria colocado a prova, não sei falar nada de francês (aprendi algumas coisas com a Nieli) e fomos conversando no trajeto, eu estava meio nervoso mas logo me acalmaria.
 
    Guyancourt
    É uma pequena cidade ao sul de Paris, com 20 mil habitantes e muito bem organizada. Chegamos a Guyancourt, na casa de Nicolas, um lugar bem agradável e ficamos conversando sobre o  PBP, ele também estava super empolgado com o evento. Fomos comprar uma comidas no mercado, gastei pouco e comprei muito, inclusive comprei um pack de Leffe com 12 cervejas por 10 Euros!!! Uma garrafa dessa não sai por menos de 30 pilas aqui no Brasil. Nesse dia fiquei em Guyancourt conversando com Nicolas e seu colega de casa, o Aurélien, que é viciado em futebol. No outro dia de manhã chegou o Mathieu, francês de Lille, norte da França, cara super gente boa e que também iria participar do PBP. A tarde fui turistar em Paris, conhecer a torre Eiffel, Trocadero, Arco do Triunfo, Versalhes, etc., tudo a pé e de metrô, fácil e rápido. Muito legal a cidade de Paris.

    Vistoria 15/08
    A minha vistoria estava marcada para as 16 horas mas fomos antes pois a do Nicolas era as 13. Saímos de sua casa e 20 minutos depois já estávamos no Velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines, o caminho, ciclofaixa, ciclistas parando nos sinais vermelhos, uma educação tremenda dos motoristas, fiquei impressionado. O nome da prova é Paris Brest Paris mas a largada acontece em SQY por questões de segurança e trânsito, antigamente a saída era de Paris. O local da vistoria/saída/largada é o monumental velódromo de SQY, a seleção da França treina lá. Encontrei vários camaradas de Curitiba e do Brasil, fizemos umas fotos, conversei, comi o tal do Paris Brest (doce bem gostoso) e fui fazer a vistoria. A equipe dos organizadores olha sua bike e lanternas traseiras e dianteiras, faróis, etc e dentro do velódromo cada um retirava seu kit (placa de identificação, jersey, colete reflexivo entre outros itens), fora do kit eu peguei uma medalha de SR 2015 e uma camiseta. Voltamos para Guyancourt e agora a expectativa era toda para a largada. Tomei umas beras e fui dormir cedo.

    A largada 16/08
    Enfim chegou o dia da largada! Eu estava bem tranquilo em casa, o que mudaria depois. Comemos uma massa, arrumamos as bikes e seguimos eu, Nicolas e Mathieu para o Velódromo. Quando chegamos lá, meu caneco, eu nunca tinha visto tanto ciclista junto!!! Tandens (inclusive uma tripla), Trikes, Fixas, Singles, Handbikes, uns veículos que parecem carros mas são movidos a pedal e uma galera num negócio que parece um patinete e você tipo caminha e ele se move. A média de idade do PBP é de 50 anos ou seja, não existe limite para se pedalar. Um ciclista me chamou a atenção: ele não tinha um dos braços e uma das pernas (ele finalizou). Eram três categorias de largada: 80 horas, 84 horas e 90 horas, essas, subdivididas em vários grupos, o meu por exemplo era o J, o meu código era o Joo2, minha largada foi as 18 horas junto com os camaradas do Brasil. O legal é que o sol se poem próximo as 21 horas no verão, então deu pra pedalar bastante com sol! Nessa hora eu estava com vontade de vomitar, eu queria que largasse o mais rápido possível para acabar com a ansiedade. Eis que chegou a hora, eu não conseguia em pensar em nada, aí, escutei o sino e fui junto com cerca de 300 ciclistas, as pessoas aplaudiam e gritavam coisas em francês, o que seria uma constância em TODO o pedal. Meu medo na largada era que furasse um pneu meu, na largada não mas no decorrer tive problemas com furos.                    

    A prova/Ida a Brest
    No começo loucura: andando a uns 30 de média uns bons 30 km, empolgado com o ritmo do início, aí a adrenalina começou a baixar e começo pedalar no meu ritmo. No começo ainda estava com os piás de Curitiba, depois me distanciei, nesse randonneur eu queria fazer o meu pedal e ir "sozinho" (sozinho NUNCA  se estava na estrada), digo, queria fazer o meu ritmo, se furasse pneu eu pararia sozinho, se tivesse sono, ou um problema mecânico eu pararia e resolveria, foi o que aconteceu durante a prova. Claro, encontrei e conversei com pessoas e fiz algumas pernas com pessoas de diversos lugares do mundo mas em geral sozinho. Voltando ao pedal, toda a prova era bem sinalizada com placas indicativas para Brest na ida e Paris na volta - tudo muito organizado, com + ou - 50 KM numa curva vi a placa mas resolvi seguir um chinês de GPS, ele disse "Follow me", beleza, bora. Eis que 9 KM depois não via ninguém a frente e ninguém atrás vi uma placa indicando a próxima cidade e vi que estava errado!!! Voltei com sangue nos olhos, encontrei o chinês e questionei-o sobre o erro, ele pediu desculpas, disse que o GPS mandou ele para o lado errado, eu pedi desculpas, ele aceitou e tudo bem, mas continuei num ritmo pesado para compensar o tempo perdido. Antes do 1º PC havia uma parada com 140 KM para comer chamada Mortagne-au-Perche (140.00 KM), parei tomei uma Coca e parti, claro, paisagens lindas no caminho! Cheguei ao PC 1 Villaines-la-Juhel (220.00 KM), cheio de ciclistas, achei que ia ter problemas com filas mas não, fui carimbar o meu passaporte, comi algumas coisas e fui embora.
    A partir daqui não lembro de muuuita coisa do pedal, eu ia pedalando e aproveitando o pedal e as paisagens. Sentido ao PC, entrei num pelotão e fui embora, faltando uns 10 KM para o para chegar meu pneu da frente furou. Parei, troquei tranquilamente, em 14 minutos. Cheguei ao 2º PC Fougeres (310 KM). O frio foi um incômodo na madrugada, o que aumentou o sono (uma vontade absurda de dormir) ali no PC, talvez por conta do fuso horário, estava "na hora" de dormir. Mandei dois cafés pra mente e fiquei bem. Nesse trecho a noite praticamente segui sozinho. Nessas horas eu quase não pensava, concentrava-me em chegar no próximo PC. 
    A ida para o 3º PC já estava de dia e foi mais tranquila, o sono já havia passado e claro, pessoas oferecendo comida, café e gritando allez!!! Cheguei a Tinteniac (3º PC, 363.00 KM) e não me demorei muito, carimbo, comer e tchau. Na verdade eu me enrolei em todos os PC's, incrível como eu perdia tempo "viajando" nos locais. Uma galera parou para dormir ali, eu resolvi seguir.
    A partir de agora vejo muita gente dormindo nas beiras da estrada, passei por Quedillac, que era ponto de comida, segui para o PC 4 (Loudeac, 448.00 KM) e vi que estava com um problema: não sei porque cargas d'agua eu saí para o PBP com míseros 60 Euros! Achei que ia sobreviver com esse dinheiro, mas estava acabando. Encontrei o Mathieu e pedi para ele emprestado 50 Euros, ele me emprestou de boa. Comi comida de verdade (o que faz uma diferença) e não lanche e segui, o sono estava pegando mas resolvi seguir. Nessa perna tive mais um furo na frente, 13 minutos para trocar dessa vez. Nesse PC minha bunda começou a dar indícios de que ia assar, mas continuei. A próxima parada foi em S' Nicolas-du-Pelem (493.KM), que era ponto de comida e dormir, meu caneco, ali tive que dormir, 1 hora de sono e acordei bem para continuar. Antes de chegar ao próximo PC (526.00 KM) em Carhaix Plouguer, conheci o Rafael Castro, de Porto Alegre e fomos pedalando juntos até o PC. A essa altura minha bunda estava ficando pior, e ele me recomendou comprar um creme para tentar tratar o machucado, 18 Euros, adiantou bastante mas novamente vi que o dinheiro que eu tinha não a dar para o resto da ´prova. Ele me emprestou 50 Euros e aí sim até o final da prova eu teria dinheiro suficiente para finalizar a prova, rs. Estava de madrugada e frio pra caramba, o que aumentava a vontade de dormir, dormimos durante 40 minutos no chão do PC e seguimos, muuito frio, antes peguei um jornal velho que encontrei e coloquei no peito, me ajudou bastante a aguentar o frio, acho que estava entre 5 e 10 Graus. Essa perna foi pesada, teve uma subida que parecia de serra, subiu, subiu, subiu e quando acabou já estava amanhecendo e uma paisagem absurda! Parecia que estávamos acima das nuvens. Mesmo depois de amanhecer o frio continuou pesado. Parei pra comer alguma coisa e tomar um café numa cidade maneira que não lembro o nome e continuei. Parece que nunca chegava, subidas e descidas atrás de subidas e descidas quando, finalmente uma placa indicando Brest! A ponte que dá em Brest é uma coisa estupenda!! Tem uma passagem para pedestres e outra para os autos, gigante. Depois de uma subida lazarenta  e  algum tempo depois finalmente o PC de Brest!!! (KM 618.00). Cheguei lá, troquei de Jersey e meia, comi, mandei uma foto para o Facebook (para a família, namorada e amigos saberem que estava vivo e dei uma carregada no Celular. Lá não encontrei o Rafael Castro (fiquei sabendo quando fui paga-lo depois que ele caiu, mas nada grave) e nem ninguém do Brasil. Fiquei mais ou menos uma hora e meia por lá, alongando, descansando, passei o creme nas assaduras, comi um lanche e depois vazei. 

    A volta a Paris
    Na volta realmente não lembro de muita coisa, então tentarei ser sucinto e direto nas coisas mais relevantes. Outra coisa, tirei algumas fotos na ida mas na volta tirei apenas duas fotos! O celular estava sempre com a bateria acabando. As assaduras ficaram piores no trecho até o próximo PC, simplesmente não conseguia sentar a parte esquerda no selim, uma dor incrível. Uma hora alcancei o Leônidas no caminho e pedi para que ele parasse um pouco comigo pois precisava de uma chave para mudar o selim, já que meu kit de chaves havia caído em algum lugar. Tentei ver se conseguia pedalar com o selim ao contrário (aff), claro que não deu certo então segui até Carhaix- Plouguer (734.00 KM) pedalando de pé, o que é um saco. Lá fui ao médico (todos os PC's tinham médico), uma mulher super gente boa me atendeu, fez um curativo e disse que era isso que podia fazer por mim. Agradeci e resolvi fazer mais um teste, colocar o selim um pouco para o lado esquerdo, assim poderia pedalar sentado com a parte direita, o que deu certo!!! Continuei até o final da prova pedalando de lado (e totalmente errado). Saí do PC e 2 minutos depois furou o pneu, agora traseiro. Troquei (14 minutos) e segui. Detalhe: um cara parou para me ajudar, me emprestou a bomba e ficou trocando ideia, ficou de cara de eu ser do Brasil. Mais pra frente meu bagageiro traseiro quebrou, ainda dava pra continuar com ele mas resolvi jogar fora e carregar a bolsa que levava nas costas, aproveitei e joguei um monte de coisa que estava fazendo peso.
   Já havia escurecido e a próxima parada foi no controle de S' Nicolas-du-Pelem (774.00 KM) que como na ida a Brest era só para comida e dormir, estava com sono mas segui caminho, encontrei o Trevisan e o Maico e segui com eles para o PC de Loudeac (780.00 KM), lá encontrei a Patrícia e o Maury, amigos brasileiros, eles me emprestaram uma câmara reserva pois só tinha mais duas (obrigado!!!). Eles infelizmente tiveram que parar o pedal, mas continuaram pedalando fora da prova, muito massa. Segui até o próximo ponto de comida em Quedillac (839.00 KM) e vi vários brasileiros por lá, inclusive reencontrei o Trevisa e o Maico. Já era de madrugada e é claro frio pra caramba, lá resolvi dormir 1:30, acordei, comemos um lanche e saí um pouco antes deles pois estava preocupado com meu desempenho por conta da assadura. Novamente quando saí do PC furou um pneu, traseiro, 20 minutos para trocar (beeeem tranquilamente) e resolvi tirar a fita antifuro e resolveu tudo, não furou mais. 4 furos!!! Inadmissível isso com pneus bons e com ótimo asfalto.
    Enfim, estava seguindo meu caminho sentido a  Tinteneac (865.00 KM), lembro que estava bem cansado mas pedalando no meu ritmo, aí passei um cara numa subida, ele era francês, aí o cara chegou do meu lado e perguntou se eu era brasileiro, falei que sim, aí ele perguntou se eu era o Thiago de Curitiba - COMO ASSIM? Enfim, quando estava procurando alguém que pudesse me receber pelo Warm Showers falei com um cara chamado Nicolas B, (não é o mesmo que me recebeu) só que ele não estaria na cidade quando eu chegasse então não rolou ficar na casa dele. Caramba, tanta gente para eu encontrar, justamente o cara! Foi muito legal, seguimos até Tinteneac trocando umas ideias e dando risada do encontro maluco. Depois cada um seguiu caminho. 
Sei que cheguei a Fougeres (915.00 KM), de dia, carimbei, comi e vazei, simplesmente pedalei para o próximo PC, que era Villaines-la-Juhel (1008.00 KM), encontrei o Leônidas lá, ele estava meio acelerado, rs, e disse que ia seguir já. Eu fiquei uns 40 minutos lá. O povo da regão estava super animado, batiam palmas, tinha um microfone lá e cada ciclista que passava para sair do PC mandava uma mensagem, eu mandei um "the french people is very cool, thanks!!!", haha, e a moça traduziu para o francês, a galera delirou, animal! Aí saí do PC, de novo furo na frente, troquei, tirei a fita e finalmente até o final não furou mais. Alguns KM a frente que me dei conta, que o 'resto' da prova seria novidade em questão de quilometragem, pois a maior distância que fiz havia sido no 1000 de Floripa.
Na ida, Mortagne-au-Perche (1089.00 KM) era ponto de comida, agora era PC e assim como na ida, carimbei e vazei rápido, já estava escuro e não queria ficar lá se não ia dormir. Nessa perna fui com um pelotão uns 20 minutos, daí a galera parou e eu segui com um russo ao meu lado, guinado o vácuo, seguimos uns 40 minutos com ele na frente e de repente o cara ficou puto que ninguém ia na frente, ele falou comigo em russo (haha) e eu falei que não dava nada e que não ficasse de cara. Fomos conversando um pouco e disse tchau pra ele, fui mais devagar. Depois conheci um cara um chileno radicado na Suécia, seu nome era Gustav, o cara também era artista e nas antigas fazia graffiti, fomos trocando várias ideias. Numa subida, vi uma bandeira na bike do Brasil, era do camarada Luiz Padilha, porra, como foi bom naquele momento encontrar um conhecido! Fiquei feliz em saber que ele e Perinazzo (camarada dos pedais também) continuaram. Seguimos juntos até Dreux (1166.00 KM), meu caneco, eu estava morrendo de sono. Decidi dormir ali junto com eles, deitei no chão, sei que fechei os olhos e apaguei, dormimos acho que 1 hora, foi ótimo para continuar o final da prova. Acordamos, claro, frio pra cacete e partimos. Decidi seguir meu ritmo (estava um pouco mais rápido que eles) e eu fui no automático, nesse final o asfalto era meio rugoso e parecia que o pneu estava furado, mas não estava, haha. Começou uma garoa, de boa eu pensei, estava no final, faltavam uns 25 KM. Aí a estrada, que era um plano virou uma piramba lazarenta de inclinada e claro, a garoa virou uma chuva pesada e claro, frio. Já nem pensava em nada, só em chegar e tomar uma cerveja e dormir. Entrando na cidade Montigny-le-Bretonneux encontrei uns brasileiros, eles estavam apostando corrida com uns gringos e passaram por mim, depois de uma estradinha maneira, finalmente a chegada ao Velódromo (1231 KM)!!! Chovendo pacas e as pessoas ali, batendo palmas, tirando fotos, dando aquele último incentivo. Cheguei, carimbei o passaporte, abraços e fotos com os amigos brasileiros, fui dar uma dormida, enquanto esperava o Mathieu chegar para irmos embora, acordei com o Perina me 'chutando', ele falou comigo, cara, eu não sabia de nada, rs, tipo estava em outro lugar, aí retomei o raciocínio, Mathieu chegou, Nicolas foi nos buscar de carro e fomos embora. Tomamos uma bera, comemos uma massa e acordei só no outro dia, dormi acho que umas 20 horas seguidas. Depois foi turistar pela cidade!!! Assim acaba meu relato sobre o PBP!!! Au revoir!           
   
Considerações sobre a prova
Uma coisa que me deixou meio chateado foi não ter visto o tal do farol de Brest, tipo a parada está na logo, camiseta, publicidade e o PC não passa nem perto; 
A respeito da organização, tratando de mais de 6000 ciclistas juntos, não vi grandes problemas, um PC ou outro estava cheio e demorava para comprar/comer, tudo que precisei (médico, banheiro, comida informações, etc.) foi suprido nos PC's;
Saber falar (ou decorar algumas frases) ao menos um pouco de francês ajuda bastante, principalmente na estrada e nas cidades, onde dificilmente as pessoas falam inglês; 
Aconteceram alguns acidentes durante a prova, a maioria relacionados ao sono, não vi nenhum acidente mas o que sei é que a organização cuidou muito bem dessas pessoas, motos passavam sempre indo e vindo verificando se estava tudo ok;
Randonneur é cicloturismo? também, mas não confundir com passeio no parque. A prova exige muito do ciclista, não é um trajeto fácil, é necessário uma grande preparação;
O asfalto era um tapete na maioria do trajeto, muito bom mesmo;
O  trajeto, quase  todo feito por estradas secundárias dava mais confiança para se pedalar durante o dia e principalmente na madrugada; 
O respeito dos motoristas chega a ser 'irritante', eles só passam quando dá, se não dá, eles ficam lá trás;
Nunca menospreze as estradas;
O trajeto é muito bonito!!!   

Randonneurs Lapa
O DAP (do atlântico ao pacífico) que também organiza provas de randonnee fez a cobertura total dos brasileiros no evento, quem quiser saber mais informações sobre o PBP 2015 e outras edições só chegar aqui:
http://doatlanticoaopacifico.com/archives/category/randonnee 


Listo aqui alguns erros e acertos que tive na prova, talvez para quem quiser participar futuramente

Acertos
Seguir sempre no meu ritmo;
Seguir junto em pelotões com o mesmo ritmo;
Seguir sempre de PC em PC e não pensando na prova toda;
Conversar com muitos ciclistas durante a prova;
Dormir quando senti necessidade; 
Parar para conversar com pessoas locais no caminho;
Não ficar pensando na prova ou dificuldades, deixar a cabeça vazia principalmente na madrugada e/ou frio, simplesmente pedalar;
Estar com psicológico em ótimo estado;
Me divertir durante a prova.

Erros
Levar pouco dinheiro para a prova, tive que emprestar de amigos durante a prova (já paguei!)
Mesmo com pneus bons tive cinco furos (dois na ida e três na volta) por causa da fitas anti furo, quando tirei parou, diga não a essas fitas!;
Ficar tempo demais nos PC's. Eu ficava lá batendo papo e perdia muito tempo; 
Eu tive novamente problemas com assaduras (havia tido no 1000 de Floripa), não sei ainda qual é o erro mas pode ser a falta de um bike fit, selim ou bermuda. Ou a falta de um banho durante a prova, rs;
Tirar poucas fotos no percurso.    

Agradecimentos
Gostaria de agradecer algumas pessoas, sem ordem de importância e sem palavras de porquê e tal, todos foram importantes para que eu conseguisse ir para lá e finalizasse a prova    
A minha família (Mãe, Thais, Thomas, tia Sônia); 
A Evandro Bonatto e Márcia Bonatto (que também são família);
A Nieli Proença e Eliana Proença(que também são família);
A todos do Curitiba Messenger; 
Aos amigos do Randonneurs Lapa;
Ao Puma da Veloclub;
Ao Nicolas Cureau;
Ao Guilherme Akio;
Ao Ramon Souto;
A todos que adquiriram um spokecard nas corridas do Cwbmess.
A todos que pedalei nem que por um pouquinho na prova;
Ao povo francês.

Seguem algumas fotos não tratadas


                                                                    Eu e Mathieu na vistoria 


                                                                             Leffe é vida

                                                                       Café das manhãs 

         Representando os parceiros do Cwbmess                                                                

Velódromo impecável

Os caras pegavam uma puta velocidade nesses negócios!!!

Velódromo de SQY                                                               


                                          Galera de Curitiba                                                 

Eu e o parceiro Leônidas 

Se liga na peita do cara, é mole?

Minha bike pronta para o pedal



Os parças Nicolas e Mathieu, os caras são altos lá

Eu na largada

A largada


Eu e o pai do Aurélien, gente boa!

Campo é o que mais se via 

 Em algum lugar na ida

Ótimas estradas!!! 

Campos e campos 


Cidade, não sei qual, mas todas eram lindas


Em algum lugar pegando um café. Se liga na zona

Se liga na faixa, 13º, esse é o 18º!!! Muito massa

Olha que legal a bike!!! E lá atrás um castelo

Em algum PC, (voto na volta) 

 As estradas todas assim, de repente uma cidadezinha massa!

Em algum PC, várias pessoas com esse negócio

 Em algum PC a noite, a galera já dormindo na mesa e no chão

Queijo Brie, bom pra caramba!!! (foto da volta)

Aqui depois da subida que falo no relato, animal! 

 Parei pra tomar um café aqui, frioooo


A ponte para Brest, incrível!!!

Essa água deve ser um gelo, é litoral mas não é roteiro de praia para eles 


ANIMAL

Eu com cara de cansado na chegada ao Velódromo

 Podre!!!


Tá aí a altimetria da parada. Valeu cada momento! 

Propaganda na cidade

Au revoir Paris! Junto com um camarada courier que conheci lá