Mostrando postagens com marcador Itapoá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itapoá. Mostrar todas as postagens

21 de out. de 2014

Randonnée Floripa 1000 KM

   Este ano fiquei fora das provas de longa distância por conta da minha lesão no tendão de aquiles. Foi (e tem sido) um ano de recuperação tanto físico como espiritual para mim. O último grande pedal que fiz foi o Audax 300, dia 18 de Janeiro e no outro dia rompi o tendão. Voltei a pedalar 3 meses e 7 dia depois e um mês depois voltava a trabalhar no Curitiba Messenger com as entregas, o que me ajudou muito a voltar ao ritmo na bike. Voltar a pedalar como antes, jamais, a partir da lesão muita coisa mudou no meu ritmo de vida. Enfim, coloquei na cabeça que, em Outubro eu faria o 1000 de Floripa. Treinei muitas vezes a noite, fazendo trajetos dentro da cidade, meu único grande pedal foi a volta do litoral, fora isso minhas quilometragens não passaram de 70 Km. Eis que chegou a data de inscrição, não tive dúvidas que estava preparado. Como o pedal foi grande, não lembro exatamente o que aconteceu, vou tentar narrar os fatos mais importantes e significativos.
   Saí de Curitiba quarta para a retirada do kit no Della Bikes, encontrei com os amigos Stefan, Perinazzo, Padilha, Marco, Tadielo e Burg e fomos para o hotel para a concentração. Nesse dia a noite aconteceu um encontro no hotel com os ciclistas para os últimos acertos.
   A largada se deu as 8 da manhã de quinta, eu estava nervoso, me deu uma mega dor de cabeça, tome um remédio, uma hora rodando e tudo melhorou. O primeiro PC (63 km) ficava na localidade de Santo Antonio da Imperatriz, para os lados de São José, um local muito bonito e tranquilo. Depois seguimos para a nada tranquila BR 101, sentido PC 2 (172) Km Balsa de Itajaí. Achei uma sacanagem essa balsa, as pessoas pagam 1,50 R$ pra atravessar em 5 minutos, seria muito mais plausível uma ponte. O PC 3 (188 k m) era logo a frente numa panificadora. O legal dessa perna é que fomos sempre margeando o mar, animava!
   O próximo PC 4 (270 KM) ficava no Famoso Posto Rudnick, mas antes de chegarmos a ele tivemos duas baixas: Perinazzo e Tadielo resolveram para no KM 210 por motivos de força maior. Já pedalei junto com o Perina em outras provas e o cara é bom.
   Depois do Rudnick, noite, chovendo pra caralho, cansados, fedidos, BR -101 Vida Loca, meus Deus!!! Aí viramos na estrada que liga Garuva a Guaratuba e fomos até Itapoá, que era o PC 5 (333 KM), local para dormir. Na canseira e sono, demoramos para achar o lugar eu dormi exatamente 2 horas. Saímos e já era dia pela Avenida Saí Mirim até a PR - 412 e fomos até a Balsa de Guaratuba (PC 6, 374 KM). lá deu pra relaxar um pouquinho, fazer umas fotos e avaliar a situação de cada um. Depois do Ferry Boat aí o bicho pegou: Calor infernal e aquela reta interminável de Praia de Leste! Te que ter muita paciência para pedalar por ali. Chegamos a BR - 277 e seguimos cozinhando naquele bafo de Morretes até o PC 6 (440 KM) no restaurante Roda d'água, caralho que calooor! Lá tomei um coco, uma Coca lata, dua garrafas d'água, um caldo de cana, comi 4 ovos fritos, dois salgados e um doce lá, pra ver o estado que eu estava! A volta foi pelo mesmo lugar mais aí o problema foi o vento contra; previsão de chuva na sequência. Antes de chegarmos ao Ferry Boat o Burg caiu fora, haviam furados uns pneus dele e é foda isso. Na balsa o Marco disse que estava com os tendões doendo mas que ia continuar. Como estou na recuperação fomos conversando bastante sobre tendões, lesões e cia. Nos reagrupamos em Guaratuba, mandamos uma deliciosa pizza e fomos até o Posto Garuva. Ali conheci a Patrícia e o Maury, um casal gente boa que pedala pra caralho, fiquei de cara, a Patrícia pedalando de MTB - aro 26!!! Decidi seguir junto com eles pois os piás iam dar um tempo no posto. na 101, numa ponte, os dois passaram e eu decidi esperar e passar depois de um caminhão, dei sinal para ele abrir mas ele não abriu, segurei com o freio e quando fui subir do acostamento para pista caí, no meio da pista. Aqueles dois segundos ali poderiam ter sido fatais, é a segunda vez que isso acontece, por sorte não havia nenhum auto vindo atrás. Machuquei o joelho e continuei.
   Chegamos de madrugada ao Posto Bruderthal, em Guaramirim, já havia passado por ali no ano passado num pedal Cwb/Jaraguá. Ali (PC 8) fechamos 600, resolvemos dormir ali uns 40 minutos, depois seguimos em direção a Balneário Camboriú, todos estavam animados, o pedal fluindo e aí, começou a chover muito, madrugada, faltavam uns 50 KM para chegar, foi foda. Faltando 20 eu estava acabado, parei com um cara que conheci nesse trecho para comer, o Rafles, de S.P. Reiniciamos o pedal já havia amanhecido mais chovia muito, 101, pelo amor, caminhões a milhão, carros cortando pelo acostamento, pontes capengas, mas chegamos a pousada Estrela do Atlântico (PC 9, 696 KM). Lá dormi durante 2 horas (uhul), café da manhã e partiu Gaspar (PC 10, 740 KM)! Essa perna foi chata, vento contra, nos perdemos, pelo menos almoçamos. O outro trecho também não foi muito interessante, no PC 11 (768 KM) sentido Brusque. Novamente passamos por BC, no PC 12 (805 KM)  novamente pela louca BR 101. Aí começou o meu grande problema: bunda. Eu não conseguia mais sentar no selim de tanta dor, assou os dois lados e formou-se uma ferida, passei pomada, coloquei outra bermuda, coloquei o corta vento entre as bermudas, nada adiantava. Foi a única coisa que quase me fez desistir. Lá perto de Floripa eu tomei 2 comprimidos anti-inflamatórios e a dor passou! Só daí eu lesei: sono, sono, sono, estava dormindo em cima da bike. Paramos num posto, deitei e apaguei. pontuais 40 minutos. Depois fui acordado, de mal humor continuei até o Posto Marquinhos (PC13, 881 KM), um posto com altas confusões (bêbados, polícia, som alto, etc.) dessa vez os piás dormiram e eu estava bem. A próxima perna era já na ilha! Aí quebrou um raio do Stefan, foda, demos uma mexida e ele continuou sem freio traseiro e com a roda encostando no quadro. No outro PC (921) o Hamilton (ele caiu na estrada e não pode continuar) cedeu uma roda emprestada ao Stefan, ufa! Seguimos até o Posto Canas Jurê (PC 15, 979 KM), no norte da ilha, a paisagem é linda mais eu já não conseguia olha mais nada, minha bunda voltou a doer e mais nada adiantava, tinha que continuar assim. Os últimos 20 KM fiz literalmente me arrastando, segui meio sozinho, acompanhando um pessoal de SC/SP. Finalmente, depois de 73:35 horas (com 4:40 dormidas no total) cheguei ao Della Bikes!!! Entreguei meu passaporte e tomei uma merecida cerveja. Os piás chegaram um pouco depois. Um salve a todos que pedalaram nem que por pouco tempo, não é fácil a pressão do 1000.
   Enfim, mais um pequeno passo para o Paris-Brest-Paris foi dado. Tchau e até a próxima!
                             
                                     Foto da largada

                                               Eu feliz na largada
                                 
                                         Santo Antônio da Imperatriz
                                   
                                      BR -101, vida loca até umazora
                                   
                                      Fazendo pose
                                   
                                   Túnel que atravessa para Balneário Camboriú. Na volta subimos o Morro do Boi
                                   
                                     Balsa lá em Itajaí
                                   
                                     Caramanhola Mulambiker, para não perder o costume
                                   
                                     Paralama de pobre é foda
                                 
                                     Escutando Motorhead na Balsa e agitando pra valer
                                   
                                      Lá em Morretes, eu e minha Scania
                                 
                                      Galera gente boa
                                 
                                     Eu na chegada. Acabado rs
                             
                                              A medalha, uhullll!!!

  O trajeto, á no site tem mais informações, se interessar

23 de dez. de 2013

Curitiba Guaratuba Garuva/Itapoá

Dia 14/12 fui com meu amigo Rafael Leal fazer um pedal até Garuva. Eu comprei um quadro novo de roda fixa e queria estreá-lo. Para não descer pela BR-101 fomos por Guaratuba, o que é muito mais legal. Eu estava um pouco receoso em descer a serra de fixa mas foi super tranqüilo, é só manter o giro. Seguimos pela Alexandra/Matinhos que estava um mel, passamos pelo Ferry Boat, almoçamos em Guaratuba e seguimos pela ótima estrada que vai até Garuva. Pensamos em ir até Joinville mais tinha acontecido um acidente na BR então pegamos o ônibus e fomos embora. Infelizmente as fotos são do meu celular e ficaram ruins. 150 Km


                                       Bolovo

                                      Curitiba Messenger na estrada!


Dia 21/12 fui fazer um pedal com Jesus até Itapoá. O trajeto foi bem parecido, as bicicletas eram fixas mas desta vez pegamos várias pancadas de chuva na serra e no resto do trajeto e vento contra quase todo o tempo, o que acabou cansando bastante. Pegamos a estrada sentido Garuva e entramos na estrada do Porto de Itapoá, pedal maneiro com 175 KM.           







                                                 Simpatia



                                       Se preparando para o Show      

                                       Macarronada a Carbonara

3 de jan. de 2012

Pedal das férias

Curitiba – Guaratuba – Joinville

Dia 23 de dezembro saí da casa da Bruna no Portão as 6:10 com o objetivo de ir à Joinville para comemorações de Natal com a Família da Bru. Um dia antes estava pensando como iria até lá, as possibilidades não são muitas, 376 ou 277 (de speed, é claro). Resolvi ir pela segunda. Porque ir pela 376, chata e feia se eu poderia comer um peixinho, um camarão e ver o mar?

No dia 22 recebi um mail do Diogo Fava dizendo que iria fazer um pedal até o Rio Pequeno, um pouco à frente do pedágio. Não queria ir sozinho pela 277 por conta dos assaltos deste ano, mas com mais gente pedalando seria tranqüilo. Cheguei ao pedágio as 6:40 e 7:00 seguimos caminho (Diogo, Carlão e eu). Fomos trocando idéias e papo fora e quando chegamos à ponte tiramos algumas fotos e nos despedimos. Continuei o caminho, descer a serra sempre é legal, o visual sempre vai ser demais. Parei no 1º SAU, encontrei um cara que estava indo para Pontal, tomei um café e dei um tempo ali. O rádio da mulher disse: “engavetamento”, um pouco depois de eu passar pelo trecho. Treta. Segui caminho.

Parei no outro SAU, um calor infernal, café, limpei a pele e nova camada de protetor. Pensei: vou por Alexandra/Matinhos ou sigo por Pontal? Primeira alternativa. Não me arrependi, a estrada estava tranqüila, quando os carros\caminhões me viam, eu fazia sinal pra eles passarem para a pista do lado e deu tudo certo, fora um cara num Volvo que deu uma fina de gelar a alma. Gosto daquela estrada, quando parece que se está chegando, tem mais uma reta a perder de vista.

Cheguei a Guaratuba 12:00, claro, peguei Ferry Boat, sempre que passo por ali tenho boas lembranças de infância. Fui direto a um restaurante, pois estava com muita fome e aí foi uma alegria, díos, como foi bom almoçar e tomar uma bera com o mar ali!!!

Dei um tempo por conta do calor que fazia na hora, saí de lá cerca de 14 horas sentido Garuva. A rodovia que liga Guaratuba a Garuva, caramba, é pior que a Alexandra – Matinhos, uma reta que parece que nunca vai acabar, e ainda mais num calor ferrado como estava. Quando faltavam uns 5 km para Garuva o tempo virou, um vento lazarento diminuiu minha média de 35 pra 10 km\h. Na serra dava pra ver a chuva. Entrei na 376 e dei um galeto, o que não adiantou nada. Ainda bem que deu pra parar no posto da Polícia Rodoviária. Fiquei lá trocando uma idéia com os policias e uns 30 minutos depois a chuva parou. Segui caminho e um pouco depois vi um ciclista com alforje e MTB, cheguei junto e falei olá, ele disse que não falava português bem, lascô, meu inglês é péssimo. Fui tentando trocar uma idéia e entendi que ele se chamava Joseph, era Suíço e já havia pedalado por 89 países e estava indo fazer um rolê no Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile. Fomos juntos até a entrada de Joinville, ele seguiu sentido Centro e eu Vila Nova. Cheguei a casa do casal de amigos Gabi e Anderson umas 17 horas com 200.03 km. No dia 24 Natal com família, tudo muito legal mas... é claro, como todo final de ano chove em SC e meus planos de ir até São Francisco do Sul foram novamente adiados.







Coisa boa é comer um peixinho, camarão com uma cervejinha!





O jeitinho mendigo de levar os pertences na chuva.

Dona Francisca

Dia 27 finalmente a chuva deu uma trégua então aproveitei e fui conhecer a Mítica Serra Dona Francisca/301, que liga Joinville à Campo Alegre. Saí de Vila Nova no início da tarde, acho que era uma e pouco e meio nublado. Sobre a serra, é cheia de curvas, algumas até fazem uma ‘ferradura’ de tão fechadas que são, algumas cachoeirinhas e quase no final um mirante com uma visão muito bonita. Dei um tempo no mirante e resolvi seguir até o final. Cheguei num barzinho, do Valdemar, tomei uma coca e troquei umas idéias com o dono, um velhinho gente boa. A descida é só alegria (e prudência), meus ouvidos trancaram e no final ficaram doendo, eu estava me recuperando da gripe e acho que meio que inflamou. Cheguei na casa dos meus amigos lá por cinco e pouco.







Minha idéia era ir pra Itapoá pedalando, mas dia 28 voltou a chover pra dedéu. Enrolei a bike numa lona e ônibus. Eu e Bruna ficamos instalados na casa de uma amiga, a Cíntia. Dia 29 chuva e dia 30 fui até Barra do Saí, na divisa com o Paraná (Rio Saí-mirim), 32 km. Chuva de novo, virada, no dia 02 antes de ir embora fui até o porto de Itapoá, curtinho, 28 km (o 1º do ano!). Minha idéia era voltar pedalando pra Curitiba mas a previsão era de chuva então comprei passagens, é claro que o tempo virou, mas ainda bem que não fui, um trânsito animal na estrada e a 376 lotada, e ali alguns trechos não tem acostamento. Foram ótimos pedais, mas sempre fica aquele ‘gostinho de quero mais’, e é pra isso que 2012 está aí!