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28 de mar. de 2016

Flèche Vèlocio- Curitiba/Florianópolis

    Dia 24/25 de abril aconteceu a prova chamada Flèche Vèlocio, que consiste basicamente numa prova em equipe (não profissional) de 3 a 5 pessoas que devem fazer 360 ou mais KM's dentro de 24 horas e cada equipe monta sua rota. O legal dessa prova é que todas as equipes devem terminar juntas, ou seja, não dá para ir mais rápido. Mais informações aqui.
     Eu, João Saboia, Moisés Retka (capitão de rota), Luiz Chagas e Fábio Meglin montamos a equipe "Carcará de Chinelo" e fizemos o seguinte trajeto: Curitiba/Guaratuba/Garuva/Florianópolis, sendo o total de 400,00 KM. Largamos as 10 horas da manhã de sexta do marco zero de Curitiba, a praça Tiradentes. Já próximo ao Posto do J.A encontramos outras equipes que também largaram de outros pontos de Curitiba. Deve- se manter uma distância considerável entre as esquipes, o que sempre foi respeitado por todos.
    Era pra ser um pedal relativamente simples, porém chegando próximo ao pedágio de SJP começou a chover. E seria uma constância até (quase) o final do pedal. Na descida da serra muita cautela. Nossa primeira parada foi num posto com 60,00 KM. Seguimos até a estrada que liga à Praia de Leste, almoçamos num restaurante muito bom, pegamos a balsa para Guaratuba, fizemos a estrada que liga até Garuva e paramos no posto Rudnick (já na BR-101) para uma janta. Isso já era noite e chovia, quem já pedalou de madrugada com chuva sabe que é um saco, você não relaxa, tem que ficar atento as poças/buracos/e tudo mais. Seguimos como uma equipe, sempre juntos, ora passando outas esquipes ora sendo passados. Próximo a Joinville os dois pneus do Chagas estouraram, com a câmara da frente saindo do pneu. Arrumamos e seguimos pela rodovia. Lá pelas 3 da manhã todos com sono mas não paramos para dormir, não estava nos planos, por isso fizemos tantas paradas, para descansar e tomar café, rs. Depois de Porto Belo (mais ou menos) começou a clarear! Caramba como é bom ver/pedalar fora do escuro. Continuava a chover, é claro, e paramos pela última vez à 10 KM da entrada da ilha, pense numa chuva pesada! mas tínhamos que continuar -ops, pneu do Saboia furado, rs.
    Entramos na ilha e as 8 da manhã fizemos uma foto - é regra esse registro-, e agora deveríamos fazer o restante (cerca de 25 Km) em duas horas, pense, a gente cansado e querendo chegar e tivemos que pedalar quase parando. Eis que 30 minutos antes de chegar o sol-, sim, esse lazarento apareceu com força total! menos mal, chegamos com as outras equipes pontualmente as 10 da manhã com sol a pino.
    O pedal foi animal mas com certeza a chuva tirou um pouco o brilho da prova. Valeu a todos da equipe e em especial ao Luiz Chagas que me emprestou sua bike para ir - um dia antes minha bike teve problemas mecânicos. Ah, e com esse pedal me tornei "Randonneur 5000"! Bora pro 10000

Foto e vídeo da largada


Descida da serra e meu sotaque de caipira

Estrada que liga Guaratuba a Garuva


A chuva deu uma trégua (de 10 minutos)

Fulia na balsa

Dois pneus furados e um destino (Floripa)

Aff, não parou essas chuva!


Quando amanheceu 

Chegando na ilha e foto oficial


Foto da chegada! Uhul!

Trajeto no Strava

6 de jul. de 2015

Paris Brest Paris

    Esse foi o meu caminho para o Paris Brest Paris, que será realizado do dia 16/08/2015 à 20/08/2015. A primeira série, em 2013, fiz toda no Paraná e as medalhas correspondem a essa série. Em Outubro de 2014 participei do 1000 KM pelo Audax Floripa e a medalha está ali. Em 2015 fiz a série em Balneário Camboriú, São Paulo e Floripa e não peguei as medalhas. Agora é treinar para o PBP! Allez!



26 de mai. de 2015

Randonnée 600 Floripa

Sábado e Domingo (23 e 24/05) foi dia de mais um desafio Audax, fechando mais um ciclo de provas de longa distância, mais uma vez em Florianópolis. A última vez que havia feito tal distância foi em junho de 2013 e foi doído... enfim, fiquei hospedado na casa de meu amigo Rafael (valeu man), que é cicloturista. A largada foi as 5 da manhã de sábado, o esquema foi dar a volta na ilha, um PC no sul e outro no norte, depois seguimos para a localidade de São Pedro de Alcântara/Santo Antônio de Imperatriz, que fica em São José, lugar muito bonito de se pedalar. Depois seguimos até o sul de Palhoça pela BR -101, e aí a perna foi longa, até a cidade de Piçarras, onde era o hotel para dormir, lá banho e uma dormida. Nesse trecho faltavam 250 KM. Saímos atrasados e tivemos que correr para  próximo PC, em Guaramirim, próximo a Jaraguá do Sul. Depois conseguimos recuperar o tempo e chegamos ao PC em Balneário Camboriú. Subir o morro do Boi foi difícil, as minhas pernas estavam doídas. O próximo PC foi no Posto Marquinhos em São José e finalmente chegamos a ilha, aí foi fazer o trajeto e correr para o abraço. No Della, cervejinha e churras nos aguardavam, finalmente Super Randonneur!!! Peguei uma carona até a rodoviária e segui para casa, a nossa cama é a melhor coisa que existe! Obrigado aos companheiros de pedal, nóis!

Algumas considerações sobre o pedal: a organização está novamente de parabéns, PC's bem sinalizados e com boa estrutura; dessa vez não choveu mas tanto na ida quanto na volta veeento pesado, o que desgastou bastante; tivemos (eu e amigos) alguns problemas com pneus, muuuuitos furos atrasaram nosso pedal; dormimos demais no hotel, apesar de ser um 'passeio' não se pode demorar muito; nesse pedal segui bastante trechos sozinho, e fiz trechos com os amigos e conheci outras pessoas no trajeto, foi bem maneiro! Agora é esperar a inscrição e treinar para o Paris Brest Paris! Au revoir!!!

                                                    Rafael e eu antes dá largada

                                                    Congresso técnico no Hotel Mercure

                                                   Sul da ilha, depois do PC 2

                                         São Pedro de Alcântara, queria ter uma casa por aqui

                                                    Um lugarzinho bucólico, animal

                              Eu, com a camisa do primeiro brevet que fiz em Floripa, em 2012

                                          Marcão, Stefan, Perinazo e eu, encoberto pelo dedo

                                          A medalha, muito bonita!

5 de abr. de 2015

Randonée Floripa 400 KM

    Dia 28/03 foi dia de pedalar o Randonnéé 400 de Floripa. Cheguei no dia 27 e fiquei instalado na casa de meu amigo Nino, que mora perto do Della Bikes, onde acontece a largada. Aliás, parabéns ao pessoal da organização, o trajeto foi bem definido, não foi difícil achar os Pc's e as paradas bem estruturadas.
    A largada foi as 7 da manhã e segui com os camaradas de Curitiba (a galera de sempre, rs) o trajeto todo, demos a volta na ilha indo ao norte primeiro e depois ao sul. A volta na ilha no início da prova foi ótima, por exemplo, no 1000 KM a volta ficou para o final e com todo mundo arrebentado, quebrado foi muito difícil pedalar naqueles morros.
    Depois da volta na ilha, seguimos na 101 até Tijucas, onde paramos para almoçar. Com 150 KM começou a chover. Chegamos ao posto Sinuelo e uma sopa nos esperava. A volta foi toda chuva, alguns pneus furados, tombo, frio, o que cansa um pouco, mas nada que nos impedisse de terminar. Chegamos em pequenos grupos, de madrugada. Terminei e fui até a casa do meu amigo descansar. Foi um pedal bem divertido. Provavelmente eu participe da prova do 600 lá em Floripa, por questões de tempo e valores. Até a próxima :)

                                              A vista da casa do meu amigo Nino

                                       No PC 2, em Jurerê, comendo melancia

                  Atravessando o Morro do Boi, na ida. Na volta tem que passar por cima e na chuva

                                                No PC 3 em Bal Camboriú

                                        Na ida ainda, sem chuva

                                                Haha. É isso até o final

                                       Indo embora, para a rodoviária, com solzão é claro
   

21 de out. de 2014

Randonnée Floripa 1000 KM

   Este ano fiquei fora das provas de longa distância por conta da minha lesão no tendão de aquiles. Foi (e tem sido) um ano de recuperação tanto físico como espiritual para mim. O último grande pedal que fiz foi o Audax 300, dia 18 de Janeiro e no outro dia rompi o tendão. Voltei a pedalar 3 meses e 7 dia depois e um mês depois voltava a trabalhar no Curitiba Messenger com as entregas, o que me ajudou muito a voltar ao ritmo na bike. Voltar a pedalar como antes, jamais, a partir da lesão muita coisa mudou no meu ritmo de vida. Enfim, coloquei na cabeça que, em Outubro eu faria o 1000 de Floripa. Treinei muitas vezes a noite, fazendo trajetos dentro da cidade, meu único grande pedal foi a volta do litoral, fora isso minhas quilometragens não passaram de 70 Km. Eis que chegou a data de inscrição, não tive dúvidas que estava preparado. Como o pedal foi grande, não lembro exatamente o que aconteceu, vou tentar narrar os fatos mais importantes e significativos.
   Saí de Curitiba quarta para a retirada do kit no Della Bikes, encontrei com os amigos Stefan, Perinazzo, Padilha, Marco, Tadielo e Burg e fomos para o hotel para a concentração. Nesse dia a noite aconteceu um encontro no hotel com os ciclistas para os últimos acertos.
   A largada se deu as 8 da manhã de quinta, eu estava nervoso, me deu uma mega dor de cabeça, tome um remédio, uma hora rodando e tudo melhorou. O primeiro PC (63 km) ficava na localidade de Santo Antonio da Imperatriz, para os lados de São José, um local muito bonito e tranquilo. Depois seguimos para a nada tranquila BR 101, sentido PC 2 (172) Km Balsa de Itajaí. Achei uma sacanagem essa balsa, as pessoas pagam 1,50 R$ pra atravessar em 5 minutos, seria muito mais plausível uma ponte. O PC 3 (188 k m) era logo a frente numa panificadora. O legal dessa perna é que fomos sempre margeando o mar, animava!
   O próximo PC 4 (270 KM) ficava no Famoso Posto Rudnick, mas antes de chegarmos a ele tivemos duas baixas: Perinazzo e Tadielo resolveram para no KM 210 por motivos de força maior. Já pedalei junto com o Perina em outras provas e o cara é bom.
   Depois do Rudnick, noite, chovendo pra caralho, cansados, fedidos, BR -101 Vida Loca, meus Deus!!! Aí viramos na estrada que liga Garuva a Guaratuba e fomos até Itapoá, que era o PC 5 (333 KM), local para dormir. Na canseira e sono, demoramos para achar o lugar eu dormi exatamente 2 horas. Saímos e já era dia pela Avenida Saí Mirim até a PR - 412 e fomos até a Balsa de Guaratuba (PC 6, 374 KM). lá deu pra relaxar um pouquinho, fazer umas fotos e avaliar a situação de cada um. Depois do Ferry Boat aí o bicho pegou: Calor infernal e aquela reta interminável de Praia de Leste! Te que ter muita paciência para pedalar por ali. Chegamos a BR - 277 e seguimos cozinhando naquele bafo de Morretes até o PC 6 (440 KM) no restaurante Roda d'água, caralho que calooor! Lá tomei um coco, uma Coca lata, dua garrafas d'água, um caldo de cana, comi 4 ovos fritos, dois salgados e um doce lá, pra ver o estado que eu estava! A volta foi pelo mesmo lugar mais aí o problema foi o vento contra; previsão de chuva na sequência. Antes de chegarmos ao Ferry Boat o Burg caiu fora, haviam furados uns pneus dele e é foda isso. Na balsa o Marco disse que estava com os tendões doendo mas que ia continuar. Como estou na recuperação fomos conversando bastante sobre tendões, lesões e cia. Nos reagrupamos em Guaratuba, mandamos uma deliciosa pizza e fomos até o Posto Garuva. Ali conheci a Patrícia e o Maury, um casal gente boa que pedala pra caralho, fiquei de cara, a Patrícia pedalando de MTB - aro 26!!! Decidi seguir junto com eles pois os piás iam dar um tempo no posto. na 101, numa ponte, os dois passaram e eu decidi esperar e passar depois de um caminhão, dei sinal para ele abrir mas ele não abriu, segurei com o freio e quando fui subir do acostamento para pista caí, no meio da pista. Aqueles dois segundos ali poderiam ter sido fatais, é a segunda vez que isso acontece, por sorte não havia nenhum auto vindo atrás. Machuquei o joelho e continuei.
   Chegamos de madrugada ao Posto Bruderthal, em Guaramirim, já havia passado por ali no ano passado num pedal Cwb/Jaraguá. Ali (PC 8) fechamos 600, resolvemos dormir ali uns 40 minutos, depois seguimos em direção a Balneário Camboriú, todos estavam animados, o pedal fluindo e aí, começou a chover muito, madrugada, faltavam uns 50 KM para chegar, foi foda. Faltando 20 eu estava acabado, parei com um cara que conheci nesse trecho para comer, o Rafles, de S.P. Reiniciamos o pedal já havia amanhecido mais chovia muito, 101, pelo amor, caminhões a milhão, carros cortando pelo acostamento, pontes capengas, mas chegamos a pousada Estrela do Atlântico (PC 9, 696 KM). Lá dormi durante 2 horas (uhul), café da manhã e partiu Gaspar (PC 10, 740 KM)! Essa perna foi chata, vento contra, nos perdemos, pelo menos almoçamos. O outro trecho também não foi muito interessante, no PC 11 (768 KM) sentido Brusque. Novamente passamos por BC, no PC 12 (805 KM)  novamente pela louca BR 101. Aí começou o meu grande problema: bunda. Eu não conseguia mais sentar no selim de tanta dor, assou os dois lados e formou-se uma ferida, passei pomada, coloquei outra bermuda, coloquei o corta vento entre as bermudas, nada adiantava. Foi a única coisa que quase me fez desistir. Lá perto de Floripa eu tomei 2 comprimidos anti-inflamatórios e a dor passou! Só daí eu lesei: sono, sono, sono, estava dormindo em cima da bike. Paramos num posto, deitei e apaguei. pontuais 40 minutos. Depois fui acordado, de mal humor continuei até o Posto Marquinhos (PC13, 881 KM), um posto com altas confusões (bêbados, polícia, som alto, etc.) dessa vez os piás dormiram e eu estava bem. A próxima perna era já na ilha! Aí quebrou um raio do Stefan, foda, demos uma mexida e ele continuou sem freio traseiro e com a roda encostando no quadro. No outro PC (921) o Hamilton (ele caiu na estrada e não pode continuar) cedeu uma roda emprestada ao Stefan, ufa! Seguimos até o Posto Canas Jurê (PC 15, 979 KM), no norte da ilha, a paisagem é linda mais eu já não conseguia olha mais nada, minha bunda voltou a doer e mais nada adiantava, tinha que continuar assim. Os últimos 20 KM fiz literalmente me arrastando, segui meio sozinho, acompanhando um pessoal de SC/SP. Finalmente, depois de 73:35 horas (com 4:40 dormidas no total) cheguei ao Della Bikes!!! Entreguei meu passaporte e tomei uma merecida cerveja. Os piás chegaram um pouco depois. Um salve a todos que pedalaram nem que por pouco tempo, não é fácil a pressão do 1000.
   Enfim, mais um pequeno passo para o Paris-Brest-Paris foi dado. Tchau e até a próxima!
                             
                                     Foto da largada

                                               Eu feliz na largada
                                 
                                         Santo Antônio da Imperatriz
                                   
                                      BR -101, vida loca até umazora
                                   
                                      Fazendo pose
                                   
                                   Túnel que atravessa para Balneário Camboriú. Na volta subimos o Morro do Boi
                                   
                                     Balsa lá em Itajaí
                                   
                                     Caramanhola Mulambiker, para não perder o costume
                                   
                                     Paralama de pobre é foda
                                 
                                     Escutando Motorhead na Balsa e agitando pra valer
                                   
                                      Lá em Morretes, eu e minha Scania
                                 
                                      Galera gente boa
                                 
                                     Eu na chegada. Acabado rs
                             
                                              A medalha, uhullll!!!

  O trajeto, á no site tem mais informações, se interessar