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27 de jan. de 2015

Randonnée São Paulo 300 KM

Dia 24/01 fui participar da prova de 300 KM no estado de São Paulo, mais precisamente em Boituva. Fomos em 10 (eu, Ronildo, Saboia, Perinazzo, Padilha, Marco, Rodyer, Kessler, Tadielo, Retka), alugamos uma van, partimos na sexta e ficamos num hotel na cidade, o Garrafão. A largada foi as 07:00 da matina, junto com o pessoal do 200.
A rodovia Castelo Branco é um tapete, acostamento enorme e deu pra girar tranquilamente até o 1º PC. Depois disso grupos se formaram e eu acabei andando o resto da prova com o Padilha, Perinazzo e o Marco.
Chegamos ao 2º PC inteiros, almoçamos e partimos. Aí o bagulho ficou loco. A previsão era de sol, mas deste trecho em diante, caralho, o sol literalmente fritou os miolos. Me deu uns "teto preto" umas horas, tipo uns apagões. Já percebi em outros pedais que passo mal mesmo com muito calor, é algo a ser trabalhado, acaba sendo o psicológico mesmo. Próximo a Rodovia Castelo Branco achamos um posto da polícia em reforma e tinha uma mangueira lá, foi o que salvou, tomamos um banho e refrescamos as gargantas com água gelada. Aí o pedal foi mais tranquilo. Depois do 3º PC surgiu um arco íris! Animal, quando fui tirar uma foto a chuva chegou, uma pena mais refrescou demais. O resto foi tranquilo, nada que nos atrapalhasse muito (um furo meu outro do Marcão).
A organização da prova impecável, não tenho do que reclamar. Todos os amigos terminaram a prova!
Valeu a companhia e obrigado Curitiba Messenger pelo apoio!
                                                 
                                              Largada!
          
                                              Na ida, céu animal!

                                              Serra de Botucatu, 8 KM. Na volta furou meu pneu na descida

                                              Na volta, quando as nuvens tapavam o sol violento

                                    Uma das medalhas mais bonitas que ganhei!!!

14 de jan. de 2015

Randonée Balneário Camboriú

Dia 14/12 fui fazer a primeira prova da série 2015, organizado pelo Clube Audax Balneário Camboriú. O trajeto era basicamente simples, saindo cortando toda a orla de Navegantes (por conta do movimento de B.C) indo até Posto Rudnick na região de Pirabeiraba e voltava. Nenhuma grande surpresa, alguns amigos tiveram problemas técnicos com as bikes mais nada que comprometesse o pedal. na ida, 30 e poucos de média, na volta, oxi, o tal do vento sul soprou, e como. Cansou as pernas. Fui fazer esse pedal de roda fixa, como era basicamente plano foi bem tranquilo. Peguei uma gripe lazarenta depois do pedal, sei lá. Sobre a prova, ótima organização, batante comida e água nos PC'S.
 Não tirei muitas fotos. :)
                                       No PC no Rudnick
     
                                       No Almoço no Sinuelo

                                       Lá na  chegada, na beira mar

21 de out. de 2014

Randonnée Floripa 1000 KM

   Este ano fiquei fora das provas de longa distância por conta da minha lesão no tendão de aquiles. Foi (e tem sido) um ano de recuperação tanto físico como espiritual para mim. O último grande pedal que fiz foi o Audax 300, dia 18 de Janeiro e no outro dia rompi o tendão. Voltei a pedalar 3 meses e 7 dia depois e um mês depois voltava a trabalhar no Curitiba Messenger com as entregas, o que me ajudou muito a voltar ao ritmo na bike. Voltar a pedalar como antes, jamais, a partir da lesão muita coisa mudou no meu ritmo de vida. Enfim, coloquei na cabeça que, em Outubro eu faria o 1000 de Floripa. Treinei muitas vezes a noite, fazendo trajetos dentro da cidade, meu único grande pedal foi a volta do litoral, fora isso minhas quilometragens não passaram de 70 Km. Eis que chegou a data de inscrição, não tive dúvidas que estava preparado. Como o pedal foi grande, não lembro exatamente o que aconteceu, vou tentar narrar os fatos mais importantes e significativos.
   Saí de Curitiba quarta para a retirada do kit no Della Bikes, encontrei com os amigos Stefan, Perinazzo, Padilha, Marco, Tadielo e Burg e fomos para o hotel para a concentração. Nesse dia a noite aconteceu um encontro no hotel com os ciclistas para os últimos acertos.
   A largada se deu as 8 da manhã de quinta, eu estava nervoso, me deu uma mega dor de cabeça, tome um remédio, uma hora rodando e tudo melhorou. O primeiro PC (63 km) ficava na localidade de Santo Antonio da Imperatriz, para os lados de São José, um local muito bonito e tranquilo. Depois seguimos para a nada tranquila BR 101, sentido PC 2 (172) Km Balsa de Itajaí. Achei uma sacanagem essa balsa, as pessoas pagam 1,50 R$ pra atravessar em 5 minutos, seria muito mais plausível uma ponte. O PC 3 (188 k m) era logo a frente numa panificadora. O legal dessa perna é que fomos sempre margeando o mar, animava!
   O próximo PC 4 (270 KM) ficava no Famoso Posto Rudnick, mas antes de chegarmos a ele tivemos duas baixas: Perinazzo e Tadielo resolveram para no KM 210 por motivos de força maior. Já pedalei junto com o Perina em outras provas e o cara é bom.
   Depois do Rudnick, noite, chovendo pra caralho, cansados, fedidos, BR -101 Vida Loca, meus Deus!!! Aí viramos na estrada que liga Garuva a Guaratuba e fomos até Itapoá, que era o PC 5 (333 KM), local para dormir. Na canseira e sono, demoramos para achar o lugar eu dormi exatamente 2 horas. Saímos e já era dia pela Avenida Saí Mirim até a PR - 412 e fomos até a Balsa de Guaratuba (PC 6, 374 KM). lá deu pra relaxar um pouquinho, fazer umas fotos e avaliar a situação de cada um. Depois do Ferry Boat aí o bicho pegou: Calor infernal e aquela reta interminável de Praia de Leste! Te que ter muita paciência para pedalar por ali. Chegamos a BR - 277 e seguimos cozinhando naquele bafo de Morretes até o PC 6 (440 KM) no restaurante Roda d'água, caralho que calooor! Lá tomei um coco, uma Coca lata, dua garrafas d'água, um caldo de cana, comi 4 ovos fritos, dois salgados e um doce lá, pra ver o estado que eu estava! A volta foi pelo mesmo lugar mais aí o problema foi o vento contra; previsão de chuva na sequência. Antes de chegarmos ao Ferry Boat o Burg caiu fora, haviam furados uns pneus dele e é foda isso. Na balsa o Marco disse que estava com os tendões doendo mas que ia continuar. Como estou na recuperação fomos conversando bastante sobre tendões, lesões e cia. Nos reagrupamos em Guaratuba, mandamos uma deliciosa pizza e fomos até o Posto Garuva. Ali conheci a Patrícia e o Maury, um casal gente boa que pedala pra caralho, fiquei de cara, a Patrícia pedalando de MTB - aro 26!!! Decidi seguir junto com eles pois os piás iam dar um tempo no posto. na 101, numa ponte, os dois passaram e eu decidi esperar e passar depois de um caminhão, dei sinal para ele abrir mas ele não abriu, segurei com o freio e quando fui subir do acostamento para pista caí, no meio da pista. Aqueles dois segundos ali poderiam ter sido fatais, é a segunda vez que isso acontece, por sorte não havia nenhum auto vindo atrás. Machuquei o joelho e continuei.
   Chegamos de madrugada ao Posto Bruderthal, em Guaramirim, já havia passado por ali no ano passado num pedal Cwb/Jaraguá. Ali (PC 8) fechamos 600, resolvemos dormir ali uns 40 minutos, depois seguimos em direção a Balneário Camboriú, todos estavam animados, o pedal fluindo e aí, começou a chover muito, madrugada, faltavam uns 50 KM para chegar, foi foda. Faltando 20 eu estava acabado, parei com um cara que conheci nesse trecho para comer, o Rafles, de S.P. Reiniciamos o pedal já havia amanhecido mais chovia muito, 101, pelo amor, caminhões a milhão, carros cortando pelo acostamento, pontes capengas, mas chegamos a pousada Estrela do Atlântico (PC 9, 696 KM). Lá dormi durante 2 horas (uhul), café da manhã e partiu Gaspar (PC 10, 740 KM)! Essa perna foi chata, vento contra, nos perdemos, pelo menos almoçamos. O outro trecho também não foi muito interessante, no PC 11 (768 KM) sentido Brusque. Novamente passamos por BC, no PC 12 (805 KM)  novamente pela louca BR 101. Aí começou o meu grande problema: bunda. Eu não conseguia mais sentar no selim de tanta dor, assou os dois lados e formou-se uma ferida, passei pomada, coloquei outra bermuda, coloquei o corta vento entre as bermudas, nada adiantava. Foi a única coisa que quase me fez desistir. Lá perto de Floripa eu tomei 2 comprimidos anti-inflamatórios e a dor passou! Só daí eu lesei: sono, sono, sono, estava dormindo em cima da bike. Paramos num posto, deitei e apaguei. pontuais 40 minutos. Depois fui acordado, de mal humor continuei até o Posto Marquinhos (PC13, 881 KM), um posto com altas confusões (bêbados, polícia, som alto, etc.) dessa vez os piás dormiram e eu estava bem. A próxima perna era já na ilha! Aí quebrou um raio do Stefan, foda, demos uma mexida e ele continuou sem freio traseiro e com a roda encostando no quadro. No outro PC (921) o Hamilton (ele caiu na estrada e não pode continuar) cedeu uma roda emprestada ao Stefan, ufa! Seguimos até o Posto Canas Jurê (PC 15, 979 KM), no norte da ilha, a paisagem é linda mais eu já não conseguia olha mais nada, minha bunda voltou a doer e mais nada adiantava, tinha que continuar assim. Os últimos 20 KM fiz literalmente me arrastando, segui meio sozinho, acompanhando um pessoal de SC/SP. Finalmente, depois de 73:35 horas (com 4:40 dormidas no total) cheguei ao Della Bikes!!! Entreguei meu passaporte e tomei uma merecida cerveja. Os piás chegaram um pouco depois. Um salve a todos que pedalaram nem que por pouco tempo, não é fácil a pressão do 1000.
   Enfim, mais um pequeno passo para o Paris-Brest-Paris foi dado. Tchau e até a próxima!
                             
                                     Foto da largada

                                               Eu feliz na largada
                                 
                                         Santo Antônio da Imperatriz
                                   
                                      BR -101, vida loca até umazora
                                   
                                      Fazendo pose
                                   
                                   Túnel que atravessa para Balneário Camboriú. Na volta subimos o Morro do Boi
                                   
                                     Balsa lá em Itajaí
                                   
                                     Caramanhola Mulambiker, para não perder o costume
                                   
                                     Paralama de pobre é foda
                                 
                                     Escutando Motorhead na Balsa e agitando pra valer
                                   
                                      Lá em Morretes, eu e minha Scania
                                 
                                      Galera gente boa
                                 
                                     Eu na chegada. Acabado rs
                             
                                              A medalha, uhullll!!!

  O trajeto, á no site tem mais informações, se interessar

19 de jan. de 2014

Audax 300

Dia 18/01 demos continuidade aos trabalhos da série Audax, dessa vez foi o 300. Saímos do Parque Barigui no sábado as 10 da matina em 6: Eu, Ronildo, Moisés, Gabriel, Marcus e Paulo, o João Saboia nos acompanhou até o primeiro PC, que era um pouco antes do 1º Pedágio das praias. Depois do tombo no Audax 200 eu estou meio cabreiro com a estradeira, então fui de MTB 26, a galera foi de estradeira. Seguimos descendo a serra, como sempre demais sentir o vento na cara! O segundo PC foi no SAU antes da entrada Alexandra/Matinhos, quente pra caramba. Fomos num ritmo puxado até Pontal do Sul e seguimos para Morretes (sempre se hidratando e comendo). Lá em Morretes fizemos nosso almoço/janta, revigorante, uma comida muito boa! Alguns furos e seguimos em direção a Antonina, mais precisamente ao Bairro Alto, estrada linda para se pedalar, várias montanhas ao nosso lado. Voltamos a Morretes e iniciamos a subida da mítica Estrada da Graciosa próximo a meia noite. Eu não havia subido de madrugada e, nossa, foi a melhor subida da minha vida! Só você, a estrada e todos os barulhos de animais, cachoeiras, etc. Alguns ciclistas passaram pela gente descendo a estrada. Muita neblina, nos reagrupamos no posto da polícia. O Gabriel estava mal, fomos até o SAU da 116 e lá ele  resolver ficar (depois o Paulo foi buscá-lo). Logo chegamos a 277 e 5:30 da manhã chegamos ao Parque Barigui, missão cumprida! Eu voltei para casa me arrastando. Audax é difícil pra caramba, se não tiver união no grupo, esqueça, felizmente nosso grupo é ótimo e acho que podemos (ao menos tentar) fechar a série. Valeu rapeize pela força!!!


                                  Largada
                               
                                  Kaiser? Tô fora

                                     Sentido Pontal do Sul

                                  Frutaria de Pontal
                                 
                                  Estrada sentido Morretes



                                  Essa estrada é animal, liga Morretes à Antonina

                                  Montanhas do Paraná, se não estou enganado o Pico Paraná está por ali


                                  Antes da subida da Serra, Ronildo fazendo exercícios para flatulência
                                  Subida da Estrada da Graciosa, um clima meio soturno
                                         
                                  No SAU da 116




2 de dez. de 2013

Audax 200

Dia 30/11 aconteceu o primeiro Audax 200 do Paraná. O Audax é uma prova onde todos largam juntos e terminam juntos, diferente do Randonnée que o ciclista é ele por si só, claro, podendo também pedalar junto com outras pessoas. Nos largamos às 20 horas do Parque Barigui em direção ao Panorâmico de Vila Velha. Nessa prova existe uma média a ser seguida (22.5) e ninguém pode ultrapassar o Capitão de Rota, que no caso foi o grande Rodyer Cruz, ou seja, naqueles momentos que você sabe que pode pedalar mais, não pode, pois todos devem seguir juntos. O amigo Diogo Perinazzo comentou que esta prova é um teste de paciência e realmente não foi fácil.
            Tudo seguia na perfeita normalidade até o posto depois de São Luiz do Purunã. Estávamos todos juntos, uns mais para frente e outros atrás, eu estava um pouquinho atrás, um caminhão saindo do posto, vê os ciclistas e freia para dar passagem, muito legal, um exemplo a ser seguido por todos. Quando eu estava passando por ele, fiz um sinal de “jóia” para ele, que respondeu com o mesmo sinal. Quem está lendo pensa “que idiota tirar a mão do guidão de madrugada na estrada”, mas até aí tudo bem. Recoloquei a mão no guidão e acho que 5 segundos depois eu fui ao chão, foi tudo muito rápido. Caí com metade do corpo para fora da pista e ainda bem que não tinha um caminhão vindo na seqüência. Levantei sem entender nada e fui ao acostamento. Vi que minhas mãos estavam sangrando (esqueci as luvas em casa) machuquei o joelho, o cotovelo e a bacia e dores no corpo mais felizmente nada fora quebrado. A galera estava ali junto para ver se estava tudo ok e aí eis que vemos o Amílcar se embolar quase no mesmo lugar que eu!!! Nós fomos lá dentro nos limpar, eu decidi continuar, o Amílcar também queria mas os cortes dele foram bem piores e profundos e ele voltou de carona com um amigo que estava fazendo escolta. Depois raciocinando, eu estava seguindo as luzes dos “olhos de gato” mas existem também umas que saem do posto, provavelmente eu caí numa dessas. Foi um grande susto.
            O resto da prova foi tranquila, chegamos ao panorâmico, comemos. A volta foi (ainda bem) normal, entramos na estrada do Bugre, voltamos e já de manhã paramos numa lanchonete para fazer a última parada, chegamos ao Barigui as 9 horas da manhã, recebemos as medalhas e partimos. Foi legal participar deste desafio, com certeza estarei no 300 e assim por diante. Agradeço aos amigos que participaram e “se ajudaram” nessa prova, acho que o espírito é esse!

                                       Largada 

                                       No pedágio de San Lucca

                                                 Marcas do pedal

                                       Bikes no Posto Panorâmico

                                       Galerinha da pesada

                                      Yo

     

17 de jun. de 2013

Randonnée Lapa 600

  Sábado (16/05) foi dia de fazer os 600 Km do Randonneurs Lapa, o último para fechar a série. Sexta a noite peguei uma carona com o Fábio Meglin (valeu parceiro) e chegamos a Lapa lá pelas  21 horas, fomos jantar e ele foi para o hotel e eu para a casa do João/Manu/Celinha Saboia, dormi lá no 200 e 400 e agora no 600, muito obrigado por me acolher!
  Eu estava preocupado, pois na segunda e terça  que antecederam a prova eu fiquei muito doente, uma gripe muito forte e não estava me sentindo 100%, mas fui mesmo assim, tomando anti-inflamatório e remédio para dor. Escreverei por PC's para facilitar.
  Largamos em 11 pessoas as 4 da matina da rodoviária, bastante frio. Segui com o Lucas até o primeiro PC localizado em Rio Negro (51,81 KM), o mesmo do 300, lá estava o Douglas Kawano para anotar os horários que chegamos. Saímos sentido ao próximo PC, em Palmeira (+ 102,29 KM), já havíamos passado por lá no 400. Eu estava meio mal, comi lá no posto e tudo melhorou. Saímos em direção à Irati, a estrada é boa até lá, com pouco movimento, pedalamos uns 50 KM e paramos no Anila (restaurante) e comemos uma torta, a minha foi de prestígio e estava demais!!! Daí pra frente o Luiz Chagas seguiu conosco. Seguimos pedalando juntos, conversando sobre muita coisa, chegamos a um pedágio que não lembro qual era e começou a chover (o que seria uma constante no pedal). Coloquei minhas roupas de chuva e bora. Uns 30 minutos de garoa, anoiteceu e daí até Guarapuava chuva grossa mesmo, mas fomos seguindo. Paramos no SAU que antecedia a subida da serra de Guarapuava para um café e começamos a subir. Aliás, subidas não faltaram, não sei da altimetria mais deu mais de 5.000 metros acumulados. Pensem, movimento de caminhões pesados, carros ultrapassando os caminhões pesados, acostamento curto, viadutos sem acostamento e com tudo isso chovendo pra caralho! Sério, tratando de pedais foi a coisa mais insana que fiz. Teve uma hora que um caminhão passou tão perto da gente que "gelamos", foi foda. No final da subida encontramos o Rodyer (já estava voltando) e ele disse que estava foda, o acostamento era ruim e sujo. Enfim chegamos ao Posto Panorâmico (+ 169,81 KM) e, posso falar por todos, chegamos deprimidos. Encharcados, com muito frio e fome, eu tremia e minha cabeça estava a milhão, pensando na clássica "o que estou fazendo aqui". Nessa hora eu pensei seriamente em desistir. Comemos, fomos ao banheiro, secamos as roupas, pedimos jornais e forramos os corpos, foi o que nos salvou. Começamos a raciocinar melhor, pensamos em dormir em Guarapuava mas a chuva havia parado e decidimos ir dormir em Prudentópolis (como planejado). Seguimos aquecidos pelos jornais no corpo, até suando, melhor assim do que passando frio. Descer a serra foi uma maravilha, o movimento havia diminuído. Chegamos 2 da manhã ao Hotel Elite (recomendo), fomos super bem atendidos e dormimos 4 horas. Como foi bom tomar um banho e dormir numa cama! Acordamos, tomamos café da manhã e saímos 7:20, tarde e obviamente tivemos que "socar a bota" para chegar ao outro PC a tempo. Saímos de Prudentópolis o tempo estava úmido, 2 horas depois já estávamos molhados novamente. Seguimos pedalando forte, numa descida furou o pneu do Lucas, trocamos e o ritmo diminuiu um pouco, eu estava com medo que não desse tempo. Numa outra descida eu olhei para trás e o Lucas estava bem longe, avisei o Chagas para ele diminuir, ele falou "que?" e eu disse para ele seguir, olhei para trás novamente e quando voltei para frente o Chagas havia freiado, resultado: consegui jogar para a grama, o tombo não foi tão feio, o meu guidom entortou um pouco e o freio da frente quebrou, segui só com o detrás.
  Depois de pedalar um monte chegamos finalmente ao Posto Panorâmico de Vila Velha (+ 174,90 KM) faltando pouco tempo para "fechar", encontramos o Fábio, Ronildo e Edmilson lá, conversamos um pouco sobre as loucuras do pedal e acabei seguindo com eles, Lucas e o Chagas ficaram no Panorâmico mais um tempo. Ressalva ao Edmilson que fez boa parte do pedal com o câmbio da frente quebrado e teve que rodar na 'coroinha'.
   Passamos por Witmarsum e chegamos a estrada que liga Palmeira a Lapa, nessa hora o Lucas juntou-se a nós e seguimos em cinco. Foi ótimo passar por este trecho de dia, no 400 já estava escuro e foi terrível. A chuva caía mais nessa hora nada mais incomodava. Fomos conversando e logo chegamos a casa do João (+ 102, 03 KM), não sei que horas eram, umas 18 e pouco, pouco importava, chegamos no horário!!! Eu nem acreditava que havia conseguido, até um tempo atrás eu achava uma coisa muito distante.
   Outra ressalva para o Luiz Chagas, ele chegou uma meia hora depois, crente que havia passado do horário e não, o cara chegou no horário de homologar e ficou super feliz!
   Uma pena eu não ter podido tomar uma cerveja (como sempre faço) depois do pedal por conta do remédio.
   Agradeço a todos os amigos que fiz ao longo desta série, todas as conversas, risadas, caronas, pedaladas, dores, enfim, foi do caralho, valeu mesmo! E que venha o próximo ano, Lapa!
* as fotos ficaram péssimas por que são do meu celular.

                                Foto da largada por Manu Saboia


                           Primeiro PC


                            Amanhecer de sábado, única hora que parecia que ia dar sol

                                Lucas na Ponte

                              Café para esquentar

                                Estrada massa!!!


                                Torta de prestígio, animal

                            Última hora antes de chover em sentido Guarapuava

                              No hotel em Prudentópolis, saco de lixo é o canal